MP pode ser acionado para averiguar concurso da Emop

Da Redação

O concurso da Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop) aconteceu no último domingo, 9, e desde então é motivos de muitas críticas. A prova foi aplicada em dois turnos para diferentes funções a serem exercidas dentro da empresa.

Antes mesmo do término da aplicação do exame, muitos candidatos já haviam registrado ocorrência policial alegando terem sido prejudicados por falhas na organização. Participantes reclamam nas redes sociais de terem sido impedidos de realizar o exame por causa de um suposto fechamento antecipado dos portões que, em edital, estava marcado para as 8h30.

Outras reclamações são em decorrência de possíveis erros na comunicação da mudança de locais de prova. Isso aconteceu devido à troca de data de aplicação, que a princípio era no domingo, 2, mas que precisou ser adiada para o dia 9. Segundo a empresa Ásectta, algumas escolas não puderam receber a aplicação, o que motivou o adiamento de datas.

Candidatos alegaram ainda que não foram alertados sobre a troca de locais. A falta de comunicação fez com que alguns se dirigissem ao endereço do dia 2. Muitos destes não conseguiram realizar a prova por não conseguirem se deslocar a tempo até o novo endereço.

Outra reclamação dos candidatos foi referente ao transporte, que é reduzido em dias de domingo, o que prejudicou o acesso às escolas em que o exame seria aplicado.

Todas estas alegações podem ir parar no Ministério Público (MP), conforme a vereadora Janete Aparecida (PSD). Ela alega que deve fazer a denúncia uma vez que parte dos candidatos foi prejudicado.

Emop

Em contato com o Agora, o diretor-geral da Emop, Antônio Eustáquio, disse que a confusão em relação ao horário pode ter sido ocasionada por falta de leitura do edital.

— A maior parte dos que tiveram atraso é porque, provavelmente, não leu o edital ou confundiu o horário — disse.

Ainda segundo ele, a prova obedeceu a todos os critérios legais de organização, desde a licitação, que seguiu os critérios da Lei 866 e que foi vencida pela Ásectta, até os trâmites de aplicação durante todo o domingo.

Sobre as dificuldades com o transporte, o diretor reconheceu que o número de candidatos que realizaram o exame elevaria o fluxo de passageiros no transporte. Entretanto, segundo ele, para a realização de processos seletivos dessa proporção, os organizadores notificam todos os órgãos competentes. O diretor informou também que a empresa responsável pelo transporte público na cidade havia sido avisada da realização da prova e do número de participantes.

Em uma rede social, uma das candidatas relatou que o transporte público atrasou os participantes.

Irregularidades

Na reunião de quinta-feira, 6, a vereadora já havia dito que torcia para que o concurso ocorresse da melhor maneira possível, com completa lisura. Entretanto, por causa de reclamações que a parlamentar recebeu, ela agora irá ao presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja (mesmo partido), para pedir a instauração de uma comissão que apure os possíveis entraves ocorridos no domingo.

De acordo com Janete, inúmeros candidatos alegam se sentir prejudicados quanto ao exame.

— Estou terminando algumas apurações e devo denunciar ao Ministério Público para se fazer as devidas investigações. Pedirei também a criação de comissão especial para averiguação — relatou.

A vereadora esclarece que não vê nenhum indício de fraude no processo de organização e aplicação do concurso. Entretanto, segundo a parlamentar, as dificuldades podem ter sido causadas por “incompetência e amadorismo”. Ela já entrou em contato com a empresa responsável e enviou documento solicitando o número de candidatos que compareceram ao exame. Isso, segundo ela, vai auxiliar no cruzamento de informações para auxiliar a solução das incógnitas.

 

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