Movimento Negro Unificado de Divinópolis recebe Prêmio Mineiro de Direitos Humanos

Da Redação

Foi realizada ontem, 10, a entrega do Prêmio Mineiro de Direitos Humanos, pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).

A cerimônia marcou as comemorações em torno dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As informações são da Agência Minas Gerais.

Foram agraciadas instituições que se destacaram na implementação de políticas públicas de proteção, defesa e promoção dos direitos humanos em Minas Gerais. Entre elas, o Movimento Negro Unificado de Divinópolis (Mundi).

Também foram premiados os Assentados Familiar do Assentamento Primeiro do Sul de Campo do Meio; a Associação dos Bairros de Teófilo Otoni; o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas; Centro de Estudos sobre Justiça de Transição da UFMG; a Comunidade Missionária de Villaregia; o Instituto Cultural Boa Esperança; Instituto de Direitos Humanos; Associação Henfil – Educação e Comunicação; a Pastoral da Juventude Regional Leste 2; Pastoral Nacional de Homens e Mulheres de Rua e o Instituto Educação e Cidadania (IEC).

O secretário da Sedpac, Biel Rocha, ressaltou o simbolismo da entrega feita no local que um dia foi sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e agora se torna o Memorial de Direitos Humanos – Casa da Liberdade.

— O que hoje fazemos aqui é mais do que um ato solene de entrega de um prêmio e de um bem público para a sociedade. Estamos colocando mais um vigoroso tijolinho neste prédio sempre inacabado e em constante turbulência chamado democracia — afirmou o secretário.

Fabiana Rabelo, representante do Instituto de Educação Continuada – IEC de Juiz de Fora, falou em nome dos premiados do ano.

— O prêmio e a cerimônia têm um simbolismo muito grande, principalmente nesse prédio onde muitas pessoas perderam sua liberdade. Esse dia, é um dia para gente pensar no passado e no presente e refletir um futuro em que a tortura nunca mais aconteça no nosso país. Eu acredito que nesse dia, essa celebração — declarou.

Memória e Verdade

Outro destaque da noite foi a entrega da Biblioteca Digital da Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg), em parceria com a escola de Ciência da Informação/ Programa de pós-graduação em Ciência da Informação da UFMG, para a Secretaria de Estado de Cultura, que irá mantê-la sob a guarda do Arquivo Público.

O repositório digital vai possibilitar o acesso a cerca de cinco mil documentos utilizados pela Covemg na elaboração de seu relatório final sobre as graves violações de direitos humanos ocorridas em Minas Gerais durante a ditadura militar.

Carteira Social

O evento contou também com a entrega da primeira Carteira de Nome Social, emitida pelo Instituto de identificação da Polícia Civil de Minas Gerais. A contemplada com o documento que tem validade em todo o território estadual foi a Flavia Maria de Santana. O documento permite que travestis, mulheres transexuais e homens trans sejam identificados pelo nome social.

Mostra de Direitos Humanos

O Prêmio Mineiro de Direitos Humanos faz parte da programação da II Mostra de Direitos Humanos. Até sexta-feira, 14, serão realizadas rodas de conversa, apresentações artísticas e celebrações. Confira a agenda do evento aqui.

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