Morosidade

 

A morosidade da Justiça não é novidade para nós brasileiros. Não temos juízes, parquets (quando o caso exige) e servidores para tantas demandas. Claro que há aqueles que, mesmo em condições precárias, conseguem realizar um trabalho primoroso. Porém, há também aqueles que são descompromissados. Uma vez no Nordeste ouvi de um magistrado que ele adorava ser juiz, mas detestava a parte que tinha que mexer com processo (é isso mesmo!). Recentemente, um juiz federal foi condenado em R$ 3 bilhões por prejuízos à União, pois, além de decisões irregulares, deixava processos parados por mais de 180 dias, enquanto alguns tramitavam com uma celeridade impressionante. O juiz foi afastado de suas atividades.

 Culpa

Não se pode culpar somente o Poder Judiciário e o Ministério Público pela morosidade da Justiça. Nós, advogados, também somos culpados, juntamente com nossos clientes, os jurisdicionados. A infinidade de recursos faz com que os processos, cíveis ou criminais, se arrastem por anos, décadas, sem solução. Há até um processo que está há mais de um século tramitando. Trata-se de uma demanda ajuizada pela Princesa Isabel (a que assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888) contra a União para reaver o Palácio da Guanabara, atual sede do governo do Rio de Janeiro, onde residiu com seu esposo, o Conde D’Eu. A ação foi proposta em 1895 e não teve decisão final até hoje. São 123 anos de tramitação. A União afirma que o bem somente serviu de moradia para o casal real e que foi incorporado ao patrimônio nacional após a proclamação da República.  Os descendentes da Princesa Isabel não aceitam e, com seus infindáveis recursos, não permitem que a demanda tenha fim. Para nós resta a pergunta: quanto não tem custado esse processo para nosso bolso? Creio que daria para construir outro palácio com tudo dentro, embora o valor histórico o torne sem preço.

Bancada da Lava Jato I

Com delegados federais eleitos em várias partes do país, a bancada da lava jato será realidade no Congresso Nacional a partir de 2019. Com sua formação, espera-se que a Proposta de Emenda à Constituição 412/2009 (autonomia da Polícia Federal) finalmente se tornará realidade. A PEC da autonomia funcional, gerencial e financeira da Polícia Federal levará as demais forças de segurança - Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual e Federal etc. - a conquistar também a sua autonomia. A população só tem a ganhar!

Bancada Da Lava Jato II

Minas Gerais estará presente na bancada através do delegado federal Marcelo Freitas. Sob a coordenação do delegado federal e diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal – Região Minas Gerais, Tadeu Gomes, da delegada federal Cristina Amaral e com a dedicação em tempo integral dos líderes do grupo de ativistas Orgulho Nacional, Maurício Vidal e Karla Dayrell, o delegado federal Marcelo Freitas foi eleito com 58.176 votos. Pelo brilhante currículo do novo deputado federal e considerando a seriedade com que tem conduzido sua vida e sua carreira, certamente fará um mandato brilhante. Estamos na torcida!

 

Bullying

O bullying tem sido uma das principais causas de suicídio entre adolescentes e isso precisa mudar. Afirmar-se como indivíduo para qualquer adolescente já é complicado, agora imagine ainda ter que lidar com colegas que não aceitam sua cor de pele, seu peso, sua religião, sua orientação sexual. É preciso lembrar que ninguém nasce preconceituoso! Nenhum bebê na maternidade demonstra irritação por não aceitar o sexo, a cor da pele, o peso, o credo do coleguinha ao lado. Raramente uma criança no maternal demonstra preconceito.  A pessoa passa a ser preconceituosa a partir do momento em que começa a compreender o mundo que a cerca, de acordo com a apresentação feita pelos responsáveis pela sua educação, pela sua formação. Então, se seu filho é preconceituoso, agressivo, maltrata o outro por ser diferente, a culpa pode ser sua!  E daí para maltratar o cônjuge, os filhos e até você é só um passinho. Isso precisa mudar!

Imaculada Batista

Nascida em Martinho Campos, Maria Imaculada Batista Silva adotou Divinópolis como sua terra e aqui fez história. Professora de educação infantil, após a aposentadoria passou a dedicar-se ao trabalho voluntário. Além de ensinar pintura em tecido no Clube da Melhor Idade Vida Nova e participar das atividades de artesanato no Bazar da Vovó, fazendo crochê, tricô e bordado, ainda nos brinda com belas poesias, destacando a presença da mulher na literatura divinopolitana, com uma contribuição inestimável não somente para as letras do Centro-Oeste, mas para a literatura brasileira, como bem ressaltou a saudosa professora Helena Alvim Ameno.

Helena Alvim

E por falar em Helena Alvim, o campus Dona Lindu da UFSJ deveria levar o nome desta grande mulher que muito contribuiu para a educação em Divinópolis. Campus Professora Helena Alvim Ameno. A educação de qualidade agradece.

Errata

Na coluna da semana passada, o nome do novo presidente da OAB saiu Manuel Guimarães e o correto é Manoel Brandão.

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