Morde e assopra

Todo mundo quer mudança e grita isso aos quatro ventos. Mas adivinha se alguém quer pagar o frete? Aliás, a situação só chegou ao ponto que está porque a população simplesmente almeja e reclama, porém não faz nada para isso. Como que algo ou alguém muda, se eu não faço a minha parte? Ou exijo mudança do outro, se permaneço no mesmo lugar? O que isso quer dizer? Que exigimos mudanças, mas continuamos jogado lixo na rua, colocando fogo em entulho e lixo dentro da cidade e na zona rural, poluindo o rio Itapecerica e, principalmente, elegendo os mesmos políticos. Para refletir.

Ano santo

Como diz o dr. Delano (MDB) em seus pronunciamentos, o ano que vem é considerado “santo”. Isso mesmo. Período eleitoral é quando tudo tem solução, é quando há promessas de transformar a cidade na melhor do mundo para se viver. E não é de hoje que as promessas mirabolantes fazem a cabeça da maioria, que cai como patinhos, são felizes momentaneamente até pelos agrados que costumam receber, e nem se quer cogitam a possibilidade que pagarão, e caro, nos próximos anos. Sofrem que nem condenados porque caem no esquecimento, mas adivinha o que acontece no próximo pleito? Repete o mesmo ritual. Então, a culpa é só dos “maus” representantes?

Exemplos não faltam

Quando se fala que a coisa está desandada e a culpa é de todos, as ações feitas no cotidiano mostram isso. A última é em nível federal e não causa estranheza. Três dias depois de ser alvo de manifestações pelo País, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi homenageado pela Câmara na última quarta-feira com a Medalha Mérito Legislativo, a mais importante honraria concedida pela Casa. O prêmio foi entregue pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Precisa mais?

Em prol do Brasil

O deputado Mário Heringer (PDT-MG), segundo secretário da Câmara, disse a premiação é uma maneira de aproximar o Legislativo do cidadão e faz aproximar a sociedade da Câmara dos Deputados. “É um reconhecimento que se faz às pessoas que tem trabalhado pelo Brasil", disse o parlamentar. Até aí, nada de errado, o problema é quem é homenageado.

Aos 45

Praticamente nos acréscimos, foi incluso ontem na Câmara um projeto. A proposição autoriza o Executivo a desafetar alguns terrenos. Todos já estavam esperando a voz pausada do 1º secretário da Mesa Diretora, Renato Ferreira (PSDB) dizer: “senhor presidente, não há projetos na ordem do dia”. Caso, a matéria não entrasse de última hora, seria a terceira reunião consecutiva de projetos do Legislativo e do Executivo. Já tinha gente falando por aí que legisladores já estavam pensando nas férias. Ufa! Ainda bem.

Clima quente

Pelo andar da carruagem, os vendedores ambulantes só têm um caminho nestes poucos dias que lhes restam para saírem do quarteirão fechado da São Paulo: aceitar a proposta de Eduardo Print Jr. (SD) em acordo com a comissão formada na Câmara em prol da causa que é assinar o documento se comprometendo a deixar o espaço logo após o Natal. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também indeferiu o pedido do advogado Robervan Faria e, provavelmente, não há prazo hábil para novo recurso. Por causa da situação, os nervos ficaram aflorados ontem na Câmara e os representantes da categoria tentaram atrapalhar a fala de Print, quando houve troca de farpas.  Os próximos capítulos prometem.

Só trocou

A exoneração de João Martins da Superintendência da Copasa caiu como uma bomba, ontem, em Divinópolis, não por sua saída no cargo, mas pela forma que a informação foi passada. Muita gente chegou a falar que o motivo seria os constantes atrasos nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do rio Itapecerica. Mas, na verdade, a Superintendência na cidade é que foi extinta e criada a Unidade de Negócios Centro. Com a mudança da denominação da área, João Martins foi exonerado e reconduzido para chefiar a unidade. O que alterou com o procedimento? Nada. Ele continuará à frente das obras da ETE.

 

 

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