Moradores reclamam da falta d’água

 

Maria Tereza Oliveira

O vereador Roger Viegas (Pros), denunciou na reunião da Câmara de terça-feira que moradores dos bairros Vilas das Roseiras e Padre Eustáquio estão sofrendo com falta de água e água suja. Em seu pronunciamento, ele destacou as tentativas de resolução do problema junto a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Entretanto, segundo ele, o problema ainda não foi resolvido.

— Já questionei com a Copasa  e fui informado que o problema seria solucionado, no entanto, ele sempre volta. É algo recorrente em vários bairros, mas parece estar se agravando — destacou.

Em entrevista ao Agora o edil disse que a empresa em questão usurpa o cidadão divinopolitano e que estão praticamente em uma guerra para melhorar a situação.

— A população tem de tomar conhecimento disso. Os moradores do Padre Eustáquio quase todo fim de semana ficam sem água, isso quando ela não vem suja e sem pressão. A gente tem relatos e prova isso — destacou.

Ele afirmou que sempre cobra da Copasa e recebe explicações que não convencem.

— É um problema que nunca é resolvido. Não queremos explicações, e sim, soluções. Os problemas vão andando de região para região — exigiu.

Problema antigo

Em abril foi apresentada à população a conclusão da comissão aberta para investigar irregularidades no contrato da Copasa com a Prefeitura. Os membros da CPI, Sargento Elton (Patriota), Cleitinho Azevedo (PPS), Roger Viegas (Pros), Ademir Silva (PSD) e Zé Luiz da Farmácia (PMN), apontaram uma série de irregularidades cometidas pela companhia.

Entre elas, a ausência de processo licitatório para o serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário; desconformidade do termo contratual com a Lei 8.978/95; falta de avaliação por parte da Procuradoria do Município quanto à legalidade e conformidade dos procedimentos e do termo contratual com a legislação que rege a matéria; irregularidades nas cláusulas contratuais; falhas na execução do contrato por parte da Copasa; além do atraso nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Itapecerica (ETE Itapecerica); falta de investimento e comprometimento na preservação ambiental.

No relatório final encaminhado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Prefeitura, os vereadores pediram, além da rescisão do contrato, a suspensão da cobrança da taxa de Esgoto Dinâmico com Coleta (EDC).

Roger destacou que o problema no abastecimento de vários bairros é mais um acréscimo às irregularidades.

— Mesmo assim a conta chega todo mês e isso fere o código do consumidor, porque a empresa está cobrando por um serviço que não está sendo prestado — salientou.

Outro lado

Procurada pela reportagem do Agora, a Copasa informou que, nos finais de semana dos dias 26 e 31 de agosto e, 1º e 2 de setembro, ocorreram problemas eletromecânicos na estação elevatória, equipamento que bombeia a água para o reservatório da região dos bairros Padre Eustáquio e Vila das Roseiras, em Divinópolis.

— A manutenção e a normalização do abastecimento ocorreram nas mesmas datas das ocorrências — justificou. 

Ainda segundo a estatal, entre os meses de abril e agosto de 2018, excetuando-se situações atípicas, o número de reclamações indica ocorrências isoladas.

— Em todos os casos, foram sanados imediatamente após a execução dos serviços de manutenção.  Durante esse mesmo período, não foram registradas reclamações sobre a coloração e a qualidade da água — acrescentou.

A companhia ressaltou que a região possui um reservatório com capacidade de um milhão de litros, capaz de ajudar a manter o abastecimento destes e de outros bairros do entorno.

 

 

 

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