Moda e mercado

Há algum tempo estamos falando do reposicionamento de mercado da moda mineira – com muitas empresas já consolidadas criando marcas bis (isto é, com um produto mais jovem e custos mais sedutores) e outras apostando na exclusividade de estilo. Embora esse ajuste não seja fácil, parece que a maioria daqueles que escolheram essa nova caminhada está alcançando seus objetivos.

Uma das iniciativas mais interessantes para impulsionar essas marcas é agregar valor conceitual ao seu produto. Assim, na atual temporada de lançamentos de verão (para o atacado, diga-se) investimentos foram feitos na elaboração de campanhas sofisticadas e bem idealizadas – visando mostrar que a qualidade da nossa moda continua a mesma e a conexão com o mercado exigente continua em sintonia e até em expansão.

Dois exemplos disso são as marcas Criss e Lore. Ambas investiram em campanhas com toques internacionais, com a Criss levando seus modelos para o sol da Califórnia e a Lore para o colorido de Cartagena, na Colômbia. O resultado do trabalho (feito pela Imago Design, do Rick Cavalcante) merece aplausos.

Além de garantir a boa imagem da moda feita em Minas, esses trabalhos também contribuem para diferenciar nossa posição no mercado fashion – cada vez mais disputado.

 

VAIVÉM

 

  • O circuito social de Divinópolis sofreu uma lacuna com a morte de Ernani Martins, líder da família proprietária da confecção Contatos. Casado com d. Lourdinha Martins durante 53 anos, foi para ela mais que um esposo – pois também amigo e incentivador – além de pai e avô exemplar. A toda a família, nossa manifestação de pesar por essa perda lamentável ***

 

  • A moda entrou na reunião do G7 (encontro de líderes dos países ricos, em Biarritz, França), mas o assunto passou quase batido, em razão do fogaréu da Amazônia que ofuscou o restante da agenda. A ideia é debater a sustentabilidade na indústria de moda mundial com as maiores empresas do setor. Vamos aguardar os desdobramentos disso ***

 

PONTO FINAL

 

Com a recessão batendo às portas das maiores economias do mundo, as marcas de moda refazem seus planos e se arriscam onde quer que seja para garantir vendas. Um exemplo é a francesa Balmain, que abriu loja nova em São Paulo – quando a maioria das suas congêneres fez exatamente o contrário. Diz que está acreditando na retomada do crescimento brasileiro. O mercado tem razões que a emoção desconhece.

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