Moda circular

O circuito da moda tem se modificado, nos últimos anos, em velocidade jamais vista. Enquanto os megagrupos internacionais de moda obtêm lucros colossais e seus proprietários ocupam a lista dos mais ricos do mundo, o futuro do setor sinaliza mudanças radicais no seu processo de criação e comercialização.

A previsão é de que todo o conceito atual de vender moda será alterado. Assim como já acontece em outros setores, o produto fashion terá vida mais longa – com uma peça sendo reutilizada e alugada num processo circular extenso. Com isso, cai a produção e a “fadiga” de cada peça chega mais tarde.

Um reflexo disso já é sentido, com a evolução dos chamados brechós. Os dados informam que eles já vendem no mundo mais do que o chamado fast fashion. A ponta de lança é o brechó por e-commerce, mas as lojas físicas também crescem bastante – uma média de 300% a ano. De todo o chamado “ciclo sustentável”, esse, por enquanto, é o mais viável e visível.

 

Vaivém

 

  • O dono do grupo Louis Vuitton, o francês Bernard Arnault, acaba de comprar a joalheria americana Tiffany’s (por 16 bi de dólares) e, com isso, caminha para liderar a lista dos mais ricos do mundo da Forbes.

 

  • Aliás, a “monetização” da moda segue firme e forte. Além de a joalheria paulista Vivara lançar suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo com sucesso, as vendas de ações têm agora carteiras dirigidas especialmente para as mulheres. E para o público LGBTQ também. Uau.

 

  • Novidade fashion na cena internacional. As marcas de prestígio estão descobrindo os mercados latino-americano e africano e começam a fazer “collabs” (parcerias) com estilistas desses continentes. Na Latina América, o foco são os colombianos, na África são os estilistas nigerianos. O mundo muda e a moda também.

 

Ponto final.

Enquanto o fim de ano chega dando uma pausa na produção de moda por aqui (quase todas as fábricas têm férias coletivas entre 15 de dezembro e início de janeiro), o calendário de lançamentos internacionais vai esquentando. Várias marcas lançam suas coleções “resorts” ainda neste fim de ano, enquanto outras o fazem no primeiro trimestre de 2020.

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