Minas pode criar mil leitos de atendimento a pacientes com coronavírus

Paulo Vitor Souza

Em entrevista agora há pouco para a rádio Itatiaia, o governador Romeu Zema disse que Minas criará leitos de atendimento a pessoas que contraírem o covid-19. Segundo Zema, vários espaços do Estado podem se tornar hospitais improvisados para receber os doentes.

O governador salientou que o momento é de — salvar vidas — , em resposta clara ao presidente Bolsonaro que vem criticando ações dos governadores no controle da pandemia. Romeu Zema declarou que há nesse momento um conflito entre salvar empregos e salvar vidas, e mais uma vez reforçou a preocupação com a área da saúde. Zema falou que alguns pontos da capital já estão sendo estudados e que serão necessários outros hospitais improvisados no interior do estado. A estimativa é de que mil leitos sejam criados na primeira etapa de criação destes hospitais.

Segundo estimativa do governador mineiro, Minas Gerais terá redução de 2,5 bilhões na arrecadação devido o avanço do vírus e o fechamento de empresas e do comércio. Outro tema da entrevista foi a isenção de tarifas da Cemig e Copasa, que estão sendo estudadas e poderão ser anunciadas nos próximos dias.

Hospital Regional 

O CIS-URG (Consórcio Intermunicipal de Saúde), juntamente com a Prefeitura de Divinópolis anunciaram na semana passada o pedido de abertura de leitos do Hospital Regional. O prefeito Galileu Machado (MDB) já enviou pedido ao governador para a liberação de 30 leitos de UTI e 100 leitos de enfermaria. A medida já é de prevenção ao possível avanço dos casos suspeitos de coronavírus na região.

Bolsonaro 

O presidente não tem poupado críticas a ações de governadores pelo Brasil. Na noite de ontem, Jair Bolsonaro disse que os governadores seriam exterminadores de emprego. Os decretos estaduais que restringem circulação e criam regras para o comércio têm desagradado Bolsonaro, que anunciou Medida Provisória (MP) permitindo a suspensão de contratos de trabalho por quatro meses por parte dos empregadores. A medida já é motivo de polêmica nas redes sociais e entre políticos de vários partidos.

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