Minas já registra morte por H1N1

 

Maria Tereza Oliveira

A influenza H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, foi em 2009 um pesadelo que se tornou epidemia global e matou inúmeras pessoas no mundo. Neste ano, a enfermidade voltou a ser preocupação, pelo menos, no Brasil, e os números de 2019 já assustam. Com o período do frio se aproximando, os casos de gripe crescem. Em todo Estado, já foram registrados, até a última terça, 16, no último levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), 456 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 13 foram provocados por influenza e outros 31 por outros vírus respiratórios. A H1N1 é protagonista nos casos de gripe e, somando 84, 61%, dos registros, inclusive já matou uma pessoa em Minas neste ano.

Com o intuito de combater a doença, a campanha de vacinação em Divinópolis foi adiantada e começou há uma semana. A expectativa é de que pelo menos 60 mil pessoas sejam imunizadas.

A campanha vai até dia 31 de maio e, a partir de hoje, gestantes e crianças com idade entre seis meses e menores de cinco anos podem se vacinar.

Calendário

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) dividiu em datas distintas as pessoas que devem ser vacinadas de acordo com o grau de risco de cada grupo. A medida também serve para evitar superlotação nas unidades de saúde e evitar filas.

Até o dia 30 de abril, as gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto) e crianças, entre seis meses e cinco anos têm prioridade na vacinação. Entre os dias 22 e 26 do mesmo mês, os funcionários da área de saúde devem receber a dose.

De 29 de abril até 3 de maio, pessoas acima de 60 anos podem receber a vacina. Portadores de doenças crônicas, síndrome de down e outras devem ser vacinados entre 6 e 10 de maio. Do dia 13 a 17, as datas são reservadas para a imunização de professores.

A partir do dia 20 até o fim da campanha, as unidades estarão abertas para todos os grupos prioritários.

Pessoas com doenças respiratórias graves, como asma grave, que não se enquadrem dentro da faixa etária estabelecida, também podem ser vacinados. Nesses casos, é preciso ter o laudo médico.

Dèjá-vu ou agravamento?

Há exatamente dez anos, o mundo sofria o primeiro surto de gripe suína. Em abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de gripe A H1N1 mundial. O surto global foi marcado por uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México, e, em pouco tempo, espalhou-se pelo mundo.

A doença chegou ao Brasil dois meses após os primeiros casos.  Porém, como aponta dados do Ministério da Saúde, até maio haviam sido registrados apenas 20 casos da doença, sendo divididos entre Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Em comparação com 2019, a situação era até tranquila, já que, apenas neste ano, já foram registrados 456 casos em Minas.

Uma década depois e com números superiores ao período do surto, os números levam a crer que 2019 pode ser uma versão piorada de 2009.

Antecipado

O melhor método para combater o vírus é por meio da vacinação. Diante do cenário, além da antecipação da campanha de vacinação, o “Dia D” também acontece mais cedo.

Este ano, ele será realizado em 4 de maio, quando todos os grupos prioritários podem comparecer às unidades de saúde da cidade para receber a vacina contra a gripe.

A campanha de vacinação contra a influenza foi antecipada pelo Ministério da Saúde, após o alto número casos registrados.

De acordo com dados da Semusa, a meta do ano passado foi satisfatória e superando a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, de vacinar, ao menos, 90% do público alvo. Na época, o grupo prioritário era composto por 52,8 mil pessoas, tendo sido aplicadas mais de 40 mil doses.

Segundo ainda a SES, a expectativa é vacinar, ao menos, mais de seis milhões de pessoas.

Prevenir é melhor

Além da vacinação, o Ministério da Saúde recomenda medidas para evitar a contaminação pelo vírus.

Ações simples como lavar constantemente as mãos, sobretudo, antes de ingerir alimento, adoção da etiqueta respiratória, que consiste em espirrar na parte de dentro dos cotovelos e cobrir a boca ao tossir, visando à redução do risco de infecção pelo vírus.

Quem apresentar sintomas de gripe deve evitar, por até sete dias (período de transmissão da doença), ambientes fechados e com grande aglomeração de pessoas. A SES também recomenda a ingestão de líquidos e uma alimentação balanceada. 

Pontos de vacinação

Para se imunizar, é necessário comparecer aos pontos de atendimento para vacinação, que estão localizados nas Centrais de Saúde Afonso Pena, Bom Pastor, Central, Centro Social Urbano (CSU), Danilo Passos, Ipiranga, Itaí, Nações, Niterói, Nossa Senhora das Graças, São José e Estratégia Saúde da Família (ESF) Ermida.

Município

O Agora entrou em contato com a Semusa, no início da tarde de ontem, para saber se há casos da doença no Município, todavia, até o fechamento desta matéria, não houve resposta devido a acúmulo de serviço da Semusa.

 

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