Minas Gerais acumula R$ 136 bilhões em novos investimentos e projetos de expansão

A diversidade dos investimentos contribuiu para a instalação de grupos importantes

Da Agência Brasil

O Governo de Minas atraiu mais de R$ 47 bilhões em investimentos privados, valor que certamente vai superar, até o fim de 2021, o recorde de R$ 57 bilhões alcançado em 2019.

De acordo com o governador Romeu Zema, mesmo diante das incertezas no mercado financeiro geradas pela pandemia de covid-19 e, mais recentemente, do fantasma da crise hídrica no país, o esforço em transformar o estado no melhor lugar do Brasil para se fazer negócios tem atraído a confiança de empresários que acreditam que Minas Gerais é o melhor lugar para instalar suas empresas. 

“A meta é continuar simplificando a vida de quem quer investir, gerar emprego e renda. Minas Gerais tem se destacado na atração de investimentos no país porque estamos apresentando um trabalho sério e responsável”, evidencia o governador Romeu Zema.

Somente no mês de agosto deste ano, a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) assinou protocolos de intenção que totalizam mais de R$ 7 bilhões, contribuindo para a geração de 17 mil novos postos de trabalho em Minas Gerais. Já o volume acumulado de 2019 a 2021 soma o expressivo valor de R$ 136 bilhões de investimentos atraídos.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, os números demonstram que o Governo de Minas realiza um ciclo virtuoso de negócios. “Hoje, a taxa de conversão dos projetos atraídos é de 50%, comprovando que o amplo leque de negócios é consequência da estratégia deste governo de expandir a economia, gerando oportunidades para investimentos em várias regiões do estado. Além disso, mais de R$ 47 bilhões já saíram do papel e são projetos em realidade”, comemora Passalio.

Estado estratégico

A expectativa do Governo de Minas de bater o recorde de investimentos atraídos em 2019, apostando que 2021 seja o melhor ano em volume de negócios na história do estado, está cada vez mais perto de se transformar em realidade, segundo o diretor-presidente do Indi, João Paulo Braga. 

“Os motivos que justificam esse sucesso são fruto de vários fatores, entre eles, porque o Governo de Minas proporciona um ambiente amigo para quem empreende e, com isso, as empresas olham para Minas Gerais com vontade de fazer negócios aqui”, afirma o diretor-presidente do Indi.

Outro ponto citado por ele é a realização de prospecção mais agressiva desses investimentos pelo próprio Indi. “Por algum tempo no passado, a postura do Governo era muito passiva, ao contrário do que temos apresentado agora, tirando projetos do papel, visitando diversos municípios do estado, entendendo as oportunidades e potencialidades de cada cidade e correndo atrás de investimentos”, acrescenta João Paulo Braga.

Diversificação da economia

A diversidade dos investimentos contribuiu para a instalação de grupos importantes, como a Amazon, Mercado Livre, Nike (e-commerce), Cidade Imperial, Grupo Petrópolis, Heineken (bebidas), Bravo Motor e Itapemirim (transportes), Weg (equipamentos eletroeletrônicos) e Docol (metais sanitários), enaltecendo a localização privilegiada do estado no cenário econômico.

“Minas é o estado logístico do Brasil, com destaque para o sul do estado e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.  A combinação da localização e acesso aos principais mercados, com a extensa malha rodoviária do estado, aliada aos baixos custos tributários e de aluguel, torna-se um diferencial para atrair negócios”, ressalta o diretor-presidente do Indi.

Outra aposta de investimento é o setor de energia renovável, que produz a partir de fonte limpa tão necessária para buscar a mitigação das mudanças climáticas e dos efeitos da crise hídrica. “Minas é o estado que apresenta as melhores condições para se produzir energia solar, onde se concentra altos índices solarimétricos (quantidade de luz solar incidente) para a produção de energia fotovoltaica, sendo um grande atrativo para instigar empreendedores. Também estamos avançando para grandes projetos de energia eólica e de hidrogênio verde”, acrescenta João Paulo.

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