Minas declara calamidade pública, fecha fronteiras e restringe o comércio por causa do coronavírus

Da Redação

"Significa uma mudança na rotina, mas temos que mudá-la para salvar vidas", assim explicou o governador Romeu Zema (Novo), as medidas mais severas de prevenção do coronavírus (Covid-19) no estado. Minas Gerais declarou estado de calamidade pública por conta da pandemia nesta sexta-feira, 20. Zema determinou que o Executivo Estadual terá mais autonomia sob as Prefeituras, além de fechar as fronteiras estaduais para ônibus e trens. Outra mudança realizada pelo Governo do Estado tem a ver com o comércio. De acordo com o chefe do Executivo, a partir desta segunda-feira, serão fechados todos os comércios, exceto os de funcionamento essencial, como farmácias e supermercados. Zema informou sobre o decreto de calamidade pública em uma transmissão ao vivo e, informou que já teria enviado o documento para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O decreto impacta diretamente o funcionamento do comércio, ao transporte e à educação no estado.

Com o governador estavam também na transmissão o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e do secretário-geral de Estado, Mateus Simões.

Só o essencial

De acordo com o governador, o decreto determina que, a partir de segunda-feira, todos os estabelecimentos comerciais de Minas Gerais estarão fechados. Só ficarão abertos os que são essenciais, como farmácias, padarias e supermercados.

A partir da mesma data, as divisas do estado serão fechadas para transporte de passageiros vindos de outro estado. Já em relação ao tráfego aéreo, depende de autorização federal, apesar de haver a intenção - por parte do Estado - de suspendê-lo.

A restrição do transporte público será expandida. Dentro das cidades, os ônibus só poderão circular dentro do limite de capacidade de pessoas sentadas. Já em relação às linhas intermunicipais, só poderão circular com metade da capacidade de pessoas sentadas.

Sem ensino presencial

As escolas estaduais já estavam fechadas por tempo indeterminado, porém, a regra passa a ser estendida também às instituições municipais e particulares.

Porém, apesar disso, os estudantes da rede estadual irão continuar com aulas à distância.

— Quem tem internet, fará desta maneira. As outras irão na escola, pegar o material e devolver na semana seguinte. Sem tumulto e da forma mais segura possível — destaca.

Zema ainda revelou que, apesar da falta de aulas presenciais, estuda, junto do Governo Federal e a Secretaria de Estado de Educação para que os estudantes que dependem da merenda escolar, continuem sendo atendidas.

Segundo o secretário Mateus Simões, estão vetados eventos onde haja a presença de mais de trinta pessoas. Feiras, clubes, boates e similares não podem abrir as portas. Bares e restaurantes estão autorizados a funcionar, desde que sejam cumpridas rigorosos procedimentos de higiene e o distanciamento entre frequentadores e trabalhadores.

O governador alertou que as restrições devem aumentar ao longo dos próximos dias.

Assassinos invisíveis

O governador ainda fez um apoio à população mineira, para que não se tornem "assassinos invisíveis". De acordo com ele, muitas pessoas não demonstram sintomas e podem se tornar catalizadores de uma doença letal para muitas pessoas.

— Passarão a ser tomadas medidas inéditas na história de Minas Gerais e, até mesmo, do Brasil. Queremos restringir a circulação de pessoas para evitar a disseminação em grande velocidade do vírus — justifica.

De acordo com Zema, muitas pessoas parecem não ter tomado ciência da gravidade da situação imposta pela pandemia.

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