MG-050: da greve à cobrança no Estado

 

Da Redação

A cobrança de moradores e lideranças políticas sobre as obras de duplicação da MG-050 não nasceu esse ano, mas ganhou um reforço especial em 2019: o Estado. Após visitar diversas cidades em Minas Gerais, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, esteve em Divinópolis em 21 de maio para conhecer o atual cenário das intervenções. Na oportunidade, o secretário deu esperança para quem espera o fim das obras e solicitou que a empresa apresentasse um cronograma que pudesse ser cumprido.

— A nossa grande preocupação é de que esse cronograma, que está sendo proposto, seja factível, que a gente pode contar com essa expectativa. E mais ainda: avaliar se esses argumentos são razoáveis, se eles são justificáveis ou não. E, não sendo, tudo vai depender da nossa avaliação, que a gente possa lançar mão das penalidades que forem aplicadas — destacou o secretário.

Presente no encontro, o presidente da AB Nascentes das Gerais, José Renato Ricciardi, destacou que parte das obras seria entregues ainda neste ano.

— A parte que dá acesso ao Distrito Industrial estará concluída agora no fim de 2019, com a conclusão da ponte do rio Pará. Nós temos ainda, em 2019, em outro trecho, o do fim da JK com a MG-050, que também vai ser entregue neste ano. No restante, a conclusão de toda a duplicação seria até 2021 — pontuou José.

Para garantir o cumprimento das datas previstas para a entrega das obras, a pasta estadual passou a realizar reuniões mensais. O intuito é acompanhar o avanço das intervenções e propor soluções diante dos obstáculos encontrados.

Protesto

Durante a visita do secretário estadual, os cidadãos demonstraram a ele a insatisfação com os serviços prestados pela empresa. Um dos manifestantes, ouvido na época pelo Agora, contou sua indignação referente ao trevo próximo ao Centro Industrial.

— Nós simplesmente estamos pedindo segurança na nossa cidade em relação ao trevo do Icaraí e de toda a redondeza por onde passa a MG-050 aqui. Já fizemos algumas manifestações e é calamitosa a entrada da nossa cidade. É uma dificuldade imensa. Como a cidade vai desenvolver sendo que o próprio Centro Industrial tem dificuldade de trânsito? É calamitosa. As pessoas não têm nem condições de fazer a travessia da pista com segurança. (...) Completam-se 11 anos com essa pendência. Divinópolis não cresce, e pagando dois pedágios, praticamente — afirmou Antônio.

Mas nem tudo são flores

Mesmo após a visita in loco do secretário, as obras ainda não se desenvolveram conforme o esperado. No dia seguinte, parte dos funcionários contratados por uma empresa terceirizada, que executava as obras para a Nascentes, paralisaram as atividades. Os profissionais alegavam estar com os salários e vale-transporte atrasados. A paralisação durou um dia, mas foi suficiente para levantar a suspeita de que a visita do secretário não teria impactado.

Menos de um mês depois, as mudanças começaram a aparecer: a AB Nascentes contratou novas empresas para darem prosseguimento às obras, que caminhavam em ritmo lento. Nas vias, os divinopolitanos puderem perceber a presença de máquinas e funcionários nos locais.

Agora, os cidadãos, assim como disse o secretário durante sua visita à cidade, aguardam que os prazos estabelecidos sejam cumpridos.

 

 

 

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