Menos ligações

Preto no Branco

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) divulgou o balanço de atendimentos realizados em 2019. O diretor técnico do Samu, Marco Aurélio Lobão Mendes, passou detalhes sobre a ação do serviço de urgência na região.  Em comparação com 2018, no ano passado houve uma redução no número de ligações, mas, em contrapartida, aumentou o número de atendimentos. Levando em consideração que o Samu constantemente criticava e fazia campanhas de conscientização sobre os trotes que eram frequentes, o balanço mostra uma evolução da população.

Um a cada cinco

Ainda sobre as ocorrências, apesar da redução, os números são expressivos. Foram 236 mil ligações no último ano. De acordo com Marco Aurélio, levando em consideração que a área de atuação do Samu engloba 1,2 milhão de pessoas, o número significa que, em média, uma a cada cinco pessoas ligaram para o Samu. É quase como se toda a população de Divinópolis tivesse ligado ao menos uma vez. Ou, se considerar que em cada residência da área atendida pelo Samu contasse com cinco pessoas, ao menos uma pessoa solicitou os serviços.

70% clínicos

Além da diminuição de trotes, as estatísticas mostram que as pessoas estão ligando nas condições de urgência e emergência. Dentre as ocorrências, a principal causa é clínica: 70% dos casos. Normalmente, trata-se de desconforto respiratório, causas cardiológicas, desmaios e dores torácicas. 20% são causas traumáticas, em maioria, resultado de acidentes. Os 10% restantes são divididos entre atendimento pediátrico, obstétrico ou psiquiátrico.

Comemoração silenciosa

Polêmica desde que foi mencionada, uma proposta do vereador Ademir Silva (PSD) quer proibir os fogos de artifício convencionais. O Projeto de Lei (PL) 01/2020 foi o primeiro a ser protocolado no ano e já divide opiniões. A ideia de Ademir é a substituição do foguete tradicional, que provoca estampidos, pelos silenciosos. A motivação é para evitar que idosos, doentes, bebês, crianças e pessoas com grau elevado de autismo sofram com os estouros. Não é raro achar reclamações, principalmente de ONGs defensoras de quem é afetado. Diversas cidades em todo o país já adotaram leis similares, inclusive São Paulo.

Repúdio

O prefeito de Santo Antônio do Monte, Dinho do Braz (PSDB), soltou um vídeo repudiando a lei. A cidade vizinha tem a maior parte de sua economia proveniente da produção de fogos de artifício. O chefe do Executivo de Samonte alega que a população da cidade está triste com Divinópolis. “O projeto é inconstitucional, só a Câmara Federal pode legislar sobre o comércio de fogos de artifício.” Dinho ainda destacou que a população de Santo Antônio do Monte depende do setor pirotécnico economicamente para se sustentar. “A população de Samonte vai até Divinópolis e faz suas compras, com o dinheiro que a produção de fogos de artifício rende.” O prefeito deve usar a Tribuna da Câmara em breve para falar do projeto. O assunto ainda vai dar pano para manga...

Cidades já adotaram

Na justificativa do projeto, constam cidades que já adotaram leis similares a esta, incluindo capitais. Campinas, Ubatuba, Registro, Santos, Belo Horizonte, Camboriú, Araraquara, Curitiba, São Paulo, Pindamonhangaba, Campos do Jordão, Poços de Caldas e Florianópolis foram as mencionadas.

Adaptar aos novos tempos

Segundo Ademir, o intuito da lei não é prejudicar a produção de fogos, mas, sim, modernizar e adaptar a fabricação deles para novos tempos. O vereador aponta para o fato de que a produção de foguetes silenciosos já ser popular e pode contribuir na expansão do segmento para Samonte. Resta saber se a produção “moderna” é rentável para os empresários...

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