Médicos da UPA podem parar de forma definitiva, diz vereador

 

Rafael Camargos

O corpo clínico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto decidiu por unanimidade em assembleia realizada na manhã de ontem, por paralisar novamente os atendimentos. Os médicos reivindicam melhores condições de trabalho e o pagamento dos salários atrasados. O último pago foi referente ao mês de agosto. A Prefeitura informou que o dinheiro referente ao mês de setembro, que já deveria ter sido pago, foi depositado pelo Governo Federal e aguarda que a quantia caia no caixa. O Conselho Regional de Medicina (CRM), ainda não foi notificado SOBRE A segunda interrupção nos atendimentos em menos de um mês.

De acordo com o diretor técnico da UPA, Marco Aurélio Lobão, o corpo clínico decidiu que a situação é precária. Ele enfatiza que a falta do pagamento causa impacto negativo na equipe, mas não é só isso.

Lobão continua dizendo que o ponto forte da assembleia foi o atraso nos salários, mas a reunião tratou de outros assuntos. Ele acredita que a unidade precise de um planejamento estratégico e que a administração tome uma atitude adequada em relação aos pacientes que estão aguardando vaga nos corredores e que deveriam estar em leitos hospitalares.

— A condição de pagamento aos fornecedores, para que tenhamos condições de trabalho adequadas, então não adianta a gente falar para o paciente vir a UPA e ao chegar à unidade ele não ter o medicamento adequado, a condição de assistência adequada — enfatizou.

Falta de materiais

Um fato denunciado em setembro voltou a acontecer. Em carta encaminhada ao Ministério Público, o diretor clínico Rodolfo Monteiro relatou que a estava há cerca de 90 dias com a falta de materiais básicos para o atendimento a população. Na unidade faltam, algodões, talas gessadas, medicações, materiais de limpeza e higiene. Um problema que voltou a acontecer e foi denunciado pelo diretor técnico.

— Uma situação que se tornou insustentável — comentou.
Santa Casa

Responsável pela administração da UPA, juntamente com a Prefeitura, Lobão acredita que a Santa Casa de Caridade de Formiga deixa a desejar. — Não concordamos mais em ficar sujeitos a este tipo de administração — finalizou.

Presidente da comissão de saúde

O presidente da comissão de Saúde, vereador Renato Ferreira (PSDB), disse ao Agora, que já havia avisado sobre o risco de interrupções há cerca de três meses, mas que foi criticado pelo alerta.

— Chegaram a me falar que eu estava assustando a população. A prova de que eu estava com a razão, está aí. Os médicos não vão fazer só as duas paralisações, mesmo que eles os recebam os salários não querem continuar a atender na unidade. Estão cansados de tantas promessas — argumentou o presidente.

 

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