Médico aponta benefícios da terapia hormonal para mulheres

Ana Laura Corrêa 

A terapia hormonal é uma importante aliada para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Quem garante é o médico ginecologista Agnaldo Lopes Silva Filho.

Em palestra na clínica Dom Oncologia na última segunda-feira, 5, para médicos ginecologistas e mastologistas de Divinópolis, Agnaldo conversou com o Agora sobre terapia hormonal e câncer.

O médico é professor titular e chefe do departamento de ginecologia e obstetrícia da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

 Terapia hormonal

 De acordo com Agnaldo, a terapia hormonal é uma alternativa que as mulheres têm para reduzir os efeitos da menopausa.

— Após a menopausa, há uma diminuição do hormônio estrogênio. Essa redução está associada às ondas de calor, a uma perda óssea importante e também à atrofia vaginal e sintomas urinários. Então, como existe essa queda de produção hormonal, é de se pensar na possibilidade de reposição do estrogênio — explicou.

 Indicações

 A decisão pelo tratamento, de acordo com o médico, deve ser tomada pela mulher com o auxílio de um profissional. Segundo Agnaldo, existem diferentes formas de terapia hormonal: por via oral, tópica ou transdérmica.

— A mulher é o ponto central nessa tomada de decisão, mas ela precisa ser auxiliada por um médico ginecologista. Ele irá ajudá-la a definir o que é melhor para ela. A gente leva sempre em consideração as crenças e os receios dela. O papel do médico é orientá-la sobre a segurança, sobre as limitações, os riscos e os benefícios para que ela decida o que fazer de uma forma mais segura — afirmou.

A terapia hormonal, segundo Agnaldo, pode trazer riscos e benefícios às mulheres que decidem pelo tratamento.

— A terapia de reposição hormonal, de uma forma geral, pode aumentar o risco do câncer de mama nas pacientes, mas, por outro lado, existe uma diminuição do risco de câncer de intestino, de fraturas associadas à osteoporose e uma melhora muito grande na qualidade de vida. Então, é preciso que haja uma personalização de tratamento. O médico deve definir quais as vantagens e desvantagens, e se existe, ou não, alguma contraindicação da terapia hormonal — frisou.

 Câncer 

Outra questão abordada pelo médico foi a segurança em se oferecer a terapia hormonal para mulheres que já foram tratadas de cânceres ginecológicos, ou seja, câncer de mama, ovário, endométrio e de colo uterino.

— Temos vários estudos que avaliam isso. De uma forma geral, aquela mulher que teve câncer de mama não é candidata à reposição hormonal. Mas, em relação a outros tumores ginecológicos, de uma forma geral, as mulheres se beneficiam muito com a terapia hormonal. Então, a gente tem deixado de lado um pouco o receio e acreditado nas evidências científicas que mostram a segurança na terapia hormonal para essas mulheres. Com o tratamento, podemos melhorar muito a qualidade de vida dessas pacientes — disse.

 

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