MDB x Edsom

Expulso do MDB por votação unânime da comissão de ética da legenda, Edsom Sousa diz não concordar não com a expulsão, mas com a forma agressiva que foi feita e por lógica. Ele negou que vai recorrer ao Diretório Estadual, mas acionária a Justiça por linchamento moral, cultural e administrativo. Ele acusa a direção local de ter passado por cima do estatuto. Esta, por sua vez, já cancelou a ficha de filiação do vereador, que afirma ter recebido convite de cinco partidos. E segue o jogo!

Não para a sigla

Pelo menos é o que diz o representante legal do partido na cidade, Mauro Eustáquio. Ele acusa Edson de quebrar deveres partidários há muito tempo, além de falar mal do  prefeito que é da mesma legenda.  Revela que há uns 15 ou 20 dias o vereador foi procurado para assinar a desfiliação, mas recusou.  Revela que a decisão foi baseada em fórmulas documentais, inclusive por falas transcritas de 53 reuniões ordinárias. Que Edson não pertence mais ao MDB, isso é fato, agora como isso vai terminar, são outros quinhentos.

Fechou

Após meses de negociação, representantes da segurança pública entraram em acordo com o Governo de Minas sobre a reposição salarial dos últimos quatro anos e a regularização do pagamento dos vencimentos da categoria. Ficou definido que a remuneração de dezembro será quitada em parcela única até o 10º dia útil. Em janeiro, fevereiro e março de 2020, os salários serão pagos integralmente até o 7º dia útil. A partir de abril, o dinheiro passa a ser depositado até o 5º dia útil. Em relação ao 13º, foi acordado que o pagamento será feito em três parcelas: em 21 de dezembro, 21 de janeiro e 21 de fevereiro. Ótimo. Fim da confusão e da ameaça de parar. O problema é que outras categorias não gostaram nem um pouco.

Protesto

Uma delas é a de Saúde. O Sindicato único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde) disse ter se cansado da falta de atenção do Estado para com a classe e mobilizou os trabalhadores para uma greve a partir de hoje. Afirma ser muito grave a forma pela qual o governo está tratando a Saúde. Uma das reivindicações é que os servidores tenham o mesmo tratamento dado à Segurança Pública. O governo ainda não se posicionou e não se sabe se o pedido será atendido, o certo é que, a partir de hoje, serviços necessários à população podem ser interrompidos. Inclui-se aí os prestados pela Fhemig, Funed, Hemominas e regionais de Saúde. Em Divinópolis, pelo menos por enquanto, não há sinais de paralisação. Ainda bem.

Necessário

O chamado Plano Mais Brasil, do governo federal, é um pacote inclui três propostas de emenda à Constituição (PEC) e foi levado ao Senado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A ideia central é descentralizar recursos para estados e municípios, seguindo a proposta de um novo pacto federativo no país. E uma destas medidas é que a cidades com menos de 5 mil habitantes voltem a ser distritos. Apesar de protestos de prefeitos e vereadores, a medida deve avançar. Mesmo não agradando, é necessária. Todo mundo está cansado de saber que os municípios não são autossuficientes. Por isso, essa quebradeira toda, pois dependem de recursos do Estado e da União para sobreviver.

12 cidades

Com a proposta avançando, 231 cidades mineiras ficam sujeitas à fusão. Somente na região Centro-Oeste, são 12. Pequi, com 4.369 habitantes; Japaraíba, com 4.275, Pedra do Indaiá, 4.028; Medeiros, 3.737; Estrela do Indaiá, 3.593; Quartel Geral, 3.537; Leandro Ferreira, 3.299; Onça de Pitangui, 3.186; Camacho, 3.086; Doresópolis, 1.526; Cedro do Abaeté, 1. 213 e Serra da Saudade, 815. Calma gente. Os lugarejos só não serão mais cidades, mas não vai perder sua originalidade, calmaria, amizade de portas e praças, coisas que só se vê em locais como estes.

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