Mau uso

Adriana Ferreira

Mau uso

Semana passada a coluna trouxe à baila uma questão séria: mulheres fortes que se fragilizam, se vitimizam,  ignorando que tal  atitude compromete as que são realmente frágeis e vítimas pelo fato de serem mulheres. Antes de voltar ao assunto, é preciso esclarecer o mau uso da última flor do Lácio, a língua portuguesa,  por esta colunista. Deveria ter escrito “mau uso” e ficou “mal uso”. Esta colunista pede desculpas. 

Mau ou mal?

Mau é o oposto de bom e mal é o oposto de bem.  E quando se usa um ou outro? “Mau” é sempre um adjetivo usado para descrever algo ou alguém de forma negativa. Ele é um mau político. “Mal”, por sua vez, pode ser um advérbio de modo, um substantivo ou uma conjunção. “Ele é um político do mal.” 

Mulher frágil (?!)

Já dizia Erasmo Carlos “Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas. Vejam como é forte a que eu conheço. Sua sapiência não tem preço”.  E, se não der um basta, daqui a pouco homens pedindo desculpas por serem homens será a regra, não a exceção. Bah!

Mulheres fragilizadas: elas existem?

Infelizmente, sim! Mulheres que são violentadas em razão do gênero. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH),  o Brasil ocupa o 5º lugar em mortes violentas. O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de assassinato de mulheres. Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 a mais que o Japão ou Escócia. 

E a pandemia?

Pensou-se que o “fique em casa” aproximaria mais as pessoas, as famílias se tornariam mais unidas, e assim redescobriria o prazer de um bate-papo leve nas refeições. Enfim, pensou-se que a união familiar seria o lado bom da pandemia. Infelizmente, o que se viu foi o contrário, pois a pandemia aumentou assustadoramente a violência doméstica no Brasil. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2020 foram 105 mil denúncias de violência contra a mulher, uma média de 12 denúncias por hora. Assim, uma mulher poderosa querer dar a entender que toda crítica vinda de um homem é em razão de ser mulher está prestando um desserviço.  Sua atitude, salvo melhor juízo, pode na verdade esconder um sentimento de misandria (do grego misos “ódio” e andria “homem”). Uma dica: antes de se valer disso, pare, respire, pense nas que são verdadeiramente  vítimas de violência pelo fato de serem ou de se fazerem mulheres, faça um minuto de silêncio por elas e, se após isso ainda insistir no teatro, o divã é o melhor lugar. Capisce?

Alívio

As supostas vítimas do pastor Jesiel tiveram uma grata surpresa. Embora com a pauta de 2021 superlotada, face  aos cancelamentos e redesignações de 2020 em razão da pandemia, a audiência outrora redesignada para fevereiro de 2023, teve novamente a data alterada, desta vez para outubro de 2021.  Aplausos para o juiz Dalton Negrão, que, mesmo com a pauta apertada, conseguiu encaixar a audiência para ainda neste ano.

Joe Augusto Só Alegria

Parabéns por estar sempre disposto a ajudar  as verdadeiras mulheres vítimas de violência,  dando-lhes suporte necessário para que denunciem seus agressores. O trabalho que vem desenvolvendo de proteção às mulheres que acusam um certo pai de santo vale uma relevante homenagem. Quem quer fazer a diferença, faz!  

Wilson José de Freitas 

Fica aqui registrada a admiração desta colunista pelo médico Wilson José de Freitas, especialista em endocrinologia. Quando a vacinação para as pessoas entre 50 e 60 anos com comorbidades foi liberada, esta colunista agendou a vacina, procurou o citado médico que a atende já há alguns anos e, apresentando os prontuários das diversas internações em razão da hipertensão arterial grave, ansiedade e cefaleia tensional, solicitou um relatório para juntar com os prontuários. Ele disse: “embora grave, não se enquadra”. E esta colunista ficou sem a vacina. Wilson, seu pai, Senhor Manoel, conhecido como Nezico,  lá do alto, deve ter sorrido e dito: esse é o meu filho e ele me honra.

Ligeiramente grávidO

Com a pandemia, a cultura do atestado ganhou espaço nunca antes visto. Se antes  era só  para curar a ressaca na segunda-feira na tranquilidade do lar,  com a pandemia se estendeu para 14 dias após quaisquer dois espirros e agora inovou para furar a fila da vacina.  Mas não parou por aí. Temos os grávidOs. Uma única pergunta: os grávidOs se passarão por homens trans que mantiveram o aparelho reprodutor feminino em funcionamento? Aguardemos os próximos capítulos. Se o Brasil não é para amadores, imagine Divinópolis! Nuuu!

Ifood, McDonald’s, Bob’s, etc.

Nada contra, mas não deixe de privilegiar o pedido direto do fornecedor que é até mais em conta. Vá ao McDonald’s ou ao Bob’s, mas não se esqueça de nossos insuperáveis sanduíches artesanais e nossas sanduicherias da madrugada (já saiu da balada e comeu um sandubão? “Pense num trem bão dimais! Pense!”). Não perca de vista o pequeno empreendedor que acaba investindo seus ganhos por aqui mesmo. E os grandes? Vão continuar grandes. Não se preocupe!

Histórias inspiradoras 

Com tantos assuntos, não deu para trazer mais. Esta colunista fica devendo para as próximas edições. Afinal, nossa aniversariante merece receber como presente pelos seus 109 anos o poder da superação que o divinopolitano da gema ou adotado possui. Vale a pena ler!

Hamilton Beirigo

O grupo Tops, que surgiu das brigas nos grupos de política, reunindo pessoas de todas as ideologias para falar de tudo, menos de política, está na torcida pela sua recuperação da covid-19. Você é mais forte!

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