Materiais de construção tiveram altas elevadas e falta mercadoria

Itens como cimento sofreram aumentos de mais de 70%; fábricas não conseguem suprir demanda

Da Redação 

O consumidor já está até se acostumando com as constantes altas nos preços de diversos produtos. A  pandemia trouxe não somente o medo e o distanciamento social, mas outras consequências, como baixa na economia. Dentro deste contexto, estão as altas alarmantes em itens básicos, como arroz, óleo e carnes, mas que avançou para ouros segmentos, apresentando altas sucessivas, como o de materiais de construção. Cenário este que vem impactando na vida de quem resolveu fazer pequenas reformas na casa, bem como as grandes empresas de construção civil.

— Há pouco tempo um saco de cimento era comercializado a R$ 16, hoje você não compra por menos de R$ 25. E, como ele, muitos itens da construção como ferragem, tijolos e pisos que subiram de preço, e ainda é arriscado não encontrar para pronta-entrega — disse o armador Antônio Costa.

Divinópolis

Divinópolis, uma das cidades mineiras que mais cresce verticalmente, apresenta altas, mas o mercado espera uma estabilização nos preços já para o início do ano. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Centro-Oeste de Minas (Sinduscon), Eduardo Soares, o setor está entre os principais motores da economia e um dos grandes desafios é que o desenvolvimento econômico e social seja feito com bases sustentáveis.

— Aqui tivemos aumentos absurdos. O cimento, por exemplo, teve alta entre 70 a 80%, o aço cerca de 40%. E, além disso, as fábricas não estão entregando muitos itens a curto prazo devido também à alta demanda. Com a pandemia muitos, aproveitaram o tempo livre para dar uma remodelada em alguns pontos de suas residências e muitas reformas estão sendo realizadas. Mas esperamos que início do próximo ano os preços se estabilizem e que tenhamos um mercado mais equalizado em termos de ofertas de produtos — avaliou Eduardo Soares.  

Índice

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que  o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,71% em outubro, 0,27 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (1,44%) e o maior índice de 2020. A alta ocorreu em todos os estados e foi influenciada pelo aumento significativo na parcela dos materiais. No ano, o índice acumula alta de 6,13% e, nos últimos 12 meses, de 6,48%, resultado bem acima dos 4,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2019, o índice havia sido 0,19%. 

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