Massa salarial recua em quatro cenários na indústria regional

 

Pablo Santos   

A massa salarial representa a soma de todos os salários pagos aos trabalhadores durante o ano e é dos quatro indicadores divulgados pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) mensalmente. Vendas, emprego e horas trabalhadas cresceram no acumulado do ano, no entanto, a massa salarial ainda tem números negativos em quatro cenários distintos nas indústrias do Centro-Oeste quando se compara com os dados da média estadual. 

A recuperação paulatina da atividade industrial é percebida na análise do acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, a massa salarial ainda não saiu do negativo. 

No acumulado até setembro, a massa salarial recuou 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado nas indústrias da região. Em setembro deste ano com relação ao ano passado, o declínio foi de 0,9%. Em outra comparação em setembro contra agosto, houve recuo de 1,1% e, no acumulado dos 12 meses, o declínio é menor 1,4% nas indústrias do Centro-Oeste. 

 O economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo, destacou que os trabalhadores estão ganhando menos. — A massa menor expressa que menos pessoas estão sendo pagas — disse. 

 Minas Gerais 

No geral, em Minas Gerais, a situação é melhor, de acordo com os dados da Fiemg. Em setembro nas indústrias de Minas Gerais, a massa salarial real retraiu 0,2%, na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com igual mês de 2016, o índice avançou 0,8%, o segundo mês consecutivo de crescimento nessa base. Entre janeiro e setembro, houve pequeno acréscimo de 0,2% e, nos últimos 12 meses, a variável acumula queda de 1,3%, segundo a Fiemg. 

O rendimento médio real diminuiu 0,1% em setembro, após ajuste sazonal. No acumulado entre janeiro e setembro, o indicador foi 6,1% superior ao registrado no mesmo período de 2016. Na análise dos últimos 12 meses, o índice cresceu 4,1%, conforme os dados da Fiemg. 

Brasil 

Na comparação do acumulado no ano até setembro de 2017 e igual período de 2016, a queda chega a 3,4%. Segundo a CNI, a massa salarial real caiu 1,2%. No acumulado do ano de janeiro a setembro, a massa salarial está 2,4% abaixo do mesmo período de 2016. Já o rendimento médio real caiu 2,2% em setembro frente a agosto, mas o acumulado no ano até setembro é 1,1% maior que o registrado em igual período de 2016. 

  

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