Marielle não será esquecida pela mãe – nem por ninguém

Ricardo Welbert

Neste domingo, 13, Dia das Mães, a da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, não escondeu a tristeza por ter que passar pela primeira vez a data longe da filha e por saber que jamais a terá ao seu lado em um dia tão especial. Naquele crime bárbaro também morreu motorista de Marielle, Anderson Gomes.

Hoje faz dois meses e ninguém foi preso. As polícias cariocas dizem que somam esforços em tentativas de verificar suspeitos e que a investigação tem caminhado – porém, claro, não pode divulgar nada, para não prejudicar.

Uma das linhas de investigação confirmadas pela polícia é a de que a vereadora tenha sido morta por gente envolvida com grupos que ela criticava, como as milícias, que são os policiais que colaboraram com bandidos.

Há 60 dias tiraram a vida de uma mulher negra, favelada, mãe, lésbica, de origem humilde na favela da Maré e que lutou incansavelmente pelos diretos da população. Mesmo que a descoberta e o julgamento do acusado (ou dos acusados) demore ainda bastante tempo, o caso não será esquecido tão cedo.

Virou um tipo de símbolo nacional e no mundo inteiro as pessoas querem saber quem matou Marielle e Anderson.

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