Mao Tsé Tung

João Carlos Ramos

Mao Tsé-Tung (Shaosham 26/12/1893 - Pequim 09/07/1976) foi um famoso político ditatorial chinês. Liderou a famosa REVOLUÇÃO CULTURAL, com mão de ferro e, como é de praxe, eliminou a maioria dos inimigos e antipatizantes do regime. Ele está na galeria dos maiores genocidas da história, sendo o primeiro da lista, com o número assustador de 77 milhões de pessoas assassinadas. Indubitavelmente, conseguiu "colocar no chinelo" o sanguinário alemão Adolf Hitler, cuja soma é de 20 milhões, aproximadamente. Temos ainda um agravante, pois Hitler assassinou em sua maioria inimigos externos, mas Mao Tsé-Tung, exterminou seu próprio povo, apenas por discordar de sua famigerada revolução cultural. A ex-atriz Jiang Qing conquistou o coração do ditador e foi sua quarta esposa, se tornando mundialmente conhecida como MADAME MAO. Eu enfatizo que ela se tornou, também, sanguinária, como seu esposo.

Ela disse, mais tarde, em seu julgamento, por meio de seu advogado: "Eu era o cão de guarda do presidente Mao. Eu mordia qualquer um que ele mandasse morder". Mesmo assim, ela foi condenada à morte, e depois a pena foi revertida em prisão perpétua. Revoltada e angustiada pela queda do poder, ela se suicidou na prisão, com enforcamento. Seu marido, Mao Tsé-Tung, faleceu com uma doença misteriosa e, ao que tudo indica, de mal de Parkinson, seguido de infarto, segundo uma fonte médica chinesa de crédito. A revolução cultural chinesa foi um movimento social e político, lançado pelo famoso ditador. Como presidente do Partido Comunista Chinês (PCC), seu objetivo era preservar o comunismo chinês, purgando elementos capitalistas e impondo o maoismo como doutrina dominante. Tendo publicado o “Livro vermelho", incentivou inúmeros revolucionários ‒ em sua maioria, jovens estudantes ‒ que, inflamados pela doutrina, invadiram ruas, escolas e fábricas, espalhando o terror, à caça de contrarrevolucionários, destruindo tudo que tivesse ligação com a burguesia (nota: burguesia é uma palavra originária do latim "burgus", significando cidade). Logo o termo se refere aos nascidos na cidade.

Como Mao Tsé-Tung era filho de fazendeiros, havia uma ponte familiar em sua doutrina. Um rastro de imensa destruição se seguiu à revolução cultural. O famoso "Livro vermelho", lançado por ele, tem 427 citações suas, divididas em 33 capítulos. Tais citações eram em negrito e vermelho para que houvesse destaque. Basicamente, o livro se resume em uma chamada para a unificação da nação chinesa contra o capitalismo. Vale tudo nesse caminho, desde que se consiga seus objetivos. Todos os estudiosos são unânimes em afirmar sobre a inegável importância econômica pós revolução cultural. O partido comunista de 1949 colocou no poder Mao Tsé-Tung, após a guerra civil chinesa. Seguidos aproximadamente 72 anos da proclamação da República Popular da China, podemos constatar, sem sombra de dúvidas, que ela se tornou a segunda maior potência econômica do mundo, rivalizando com os Estados Unidos.

Com sua mão de obra barata e lucros vantajosos, negocia amigavelmente com o mundo ocidental, caminhando para o ocupar o topo do ranking. Seu PIB cresce 12% ao ano e sua riqueza ultrapassa 12 trilhões de dólares. Sabemos que a China é o país mais populoso do mundo, mas, sendo comunista, concentra suas maiores riquezas nas mãos do estado, o que contribui consideravelmente para seu gigantesco crescimento. A figura controversa de Mao Tsé-Tung leva milhões de chineses a considerá-lo um herói e outros milhões em todo o mundo a considerá-lo o maior genocida de todos os tempos.

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