Mais uma

Mais uma

O anúncio de uma grande empresa no ramo de ferro e aço que transferirá parte de sua produção para a vizinha Carmo do Cajuru abriu caminho para outras. Agora é a vez de uma grande atacadista no ramo alimentício se interessar pelos atrativos do município. Porém, a construção seria em um terreno negociado com a Prefeitura em São José dos Salgados. Se tudo der certo, será lá a grande distribuidora de frios que armazenará os produtos para todas as lojas da rede. Falta muito pouco. Aguardem.

Explica direito

Só deixando claro, especialmente para alguns vereadores que gritam em seus discursos sobre o assunto: as empresas não estão deixando Divinópolis. Apenas expandindo suas instalações ou transferindo parte de seus serviços. A população tem o direito de saber a verdade.

Disputa de ego

Uma pena Divinópolis perder mais investimentos em um momento em que passa por uma grave crise financeira. Se falta incentivo por parte do Executivo, há também ausência de boa vontade e interesse de parte do Legislativo. Não é à toa que a representatividade no Município há anos deixa a desejar. Não são somente as empresas que estão fechando, as portas da cidade também, principalmente, por causa do jogo político e vaidade excessiva.

Às mocas

Quem viu o Centro Industrial Jovelino Rabelo há alguns anos, e voltar lá atualmente, certamente se surpreenderá. O espaço tão movimentado, aos poucos, foi perdendo suas características. Está jogado às mocas. Não por falta de atenção da Prefeitura, mas pela deficiência do trevo na entrada do bairro do Icaraí, ainda sem as obras prometidas, e a quantidade de empresas que lacraram as suas portas, exatamente pela falta de estrutura viária, ou mesmo pela atual situação econômica do país. Agitação mesmo só na Companhia de Policiamento Especializado da Polícia Militar, instalada no bairro. Essa, sim, não para.

Não param

Dia de reunião da Câmara é realmente inusitado. A cada encontro é visto um show diferente. Só uma coisa não muda. Os berros. A cada dia, gritam mais alto. Pela enésima vez, gente, não precisa. Vocês estão falando no microfone. Engraçado. Antes de a reunião ser transmitida ao vivo não era desse jeito. Claro, uma oportunidade e tanto para aparecer. Ah! Só um aviso: os gritos fora do microfone, os bate bocas e conversas em momentos de descontração vazam durante e no fim das reuniões.

Risco na educação

Minas Gerais é o Estado mais impactado pelo bloqueio de recursos destinados às instituições federais de ensino, que foi determinado pelo Ministério da Educação no fim de abril. São R$ 353 milhões a menos nos orçamentos de universidades federais, institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e centros federais de Educação Tecnológica (Cefets), este com uma unidade em Divinópolis.  O cálculo do impacto foi divulgado pelo reitor do Instituto Federal do Sul de Minas, Marcelo Bregagnolli, um dos sete dirigentes de instituições federais de ensino que participaram de audiência pública realizada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última segunda-feira, para debater o contingenciamento no ensino federal. O bloqueio é ainda mais grave porque a maior parte dos orçamentos dessas instituições se refere a despesas obrigatórias, tais como pagamento de pessoal, inclusive de aposentados, algo que não está sob controle dos reitores e diretores de universidades ou institutos. Quem vai pagar esse povo? Perdem não somente eles, muito mais a economia das cidades e a educação. Mas, educar para quê? Para o eleitor aprender votar? De jeito nenhum. Isso não é interessante.

“Discricionários”,

Os relatos dados à Comissão de Educação mostram que considerando-se apenas os chamados recursos “discricionários”, ou seja, aqueles que realmente podem ser administrados pelas instituições, o bloqueio varia de 29% a até 51% dos valores previstos para 2019. E o pior: o contingenciamento foi feito sem aviso prévio e pegou as instituições de ensino com “a calça na mão”.

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