Mais uma na conta de Mano

Batendo Bola  

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

Se tem uma derrota que já estava anunciada, antes mesmo de a bola começa a rolar, esta foi a do Cruzeiro na noite de quinta-feira, para o Bahia. O placar de 1 a 0 para os baianos até que ficou barato para o time azul. Pelas burradas de seu treinador, era para ter sido um desastre bem maior. 

E se tem uma verdade, esta é a de que mais uma vez, foi o técnico Mano Menezes o grande culpado por mais um fiasco do time celeste. O comandante mostra-se inseguro quanto àquilo que pretende e procura para a equipe estrelada. 

Ao preterir um jogador da posição, o jovem Murilo Cerqueira, cria da base estrelada, para improvisar Henrique na zaga, Mano deu prova de sua teimosia e chamou para si a responsabilidade. Agora, ele tem mais é que arcar com o ônus da derrota. A expulsão de Henrique logo aos 8 minutos de partida jogou por terra todo o planejamento e expôs mais uma burrada do comandante.  

Não foi o time do Cruzeiro quem perdeu para o Bahia, foi o treinador que não quis vencer. Simples assim. 

O fim da invencibilidade 

Perder nunca é bom. E muito menos para a Argentina. Mas se tem uma derrota que não vai machucar a ninguém, esta foi a da Seleção Brasileira do técnico Tite, na manhã de ontem, no estádio Melbourne Cricket Groud, em Melbourne, Austrália, para a Argentina. O escrete canarinho perdeu na hora que podia perder, e ainda tem como desculpa o fato de seu comandante ter poupado seus principais jogadores no amistoso. E olha que jogou contra um time que precisa de afirmação e foi com tudo para cima do Brasil.  

Ainda bem, para o treinador e para os jogadores que foram a campo - que já tinham até decorado as desculpas para um possível revés -, que foi pelo escore mínimo e numa hora em que podia perder. Se não?  

O gol de Mercado, aos 44 minutos da primeira etapa, colocou fim a uma invencibilidade de nove jogos do Brasil, sob o comando de Tite, e nem por isso o placar é motivo para lamentações. O Brasil já garantiu presença na Rússia e terá um bom tempo para se preparar para a Copa. 

 MANGUEIRAS BRASIL 

Ferroviário clama por socorrro 

Muitos estão cansados de ver e saber, que o Ferroviário Atlético Clube está gritando por socorro há anos, e ninguém sequer para, para ouvir seu clamor. O simpático clube do bairro Esplanada vai morrendo aos poucos, e a cada dia vê mais distante as chances de uma volta aos tempos de glória. E não são somente os amantes do clube que clamam, é toda Divinópolis, que vê parte de sua história esportiva ser jogada no lixo. 

Falar que o estádio Benjamin de Oliveira, campo de grandes glórias, que já recebeu até Ronaldinho Gaúcho e grandes astros da música brasileira, está jogado às traças, se deteriorando no tempo e com o tempo, é “chover no molhado”. Todos estão carecas de ver e assistir a esta tragédia e ninguém move uma palha para evitar o pior: o seu fim. 

Por lá, no que restou do estádio, ainda se viam algumas pessoas, como o Dunga (Gean Carlos Ferreira), que tentavam fazer algo, trabalhando com as crianças e as escolinhas de futebol. Mas até isso vai chegando ao fim. Não há como fazer milagres. Se a população do bairro e, de resto todo o povo divinopolitano, não se unir para evitar o pior, o fim ficará cada vez mais próximo. 

Esta semana mesmo, mais uma triste notícia veio da parte do Ferroviário, que entristeceu ainda mais os amantes do futebol. O clube simplesmente abandonou, no meio do caminho, a disputa do Campeonato da Cidade, nas categorias juvenil e de juniores, numa mostra clara de que o fundo do poço está cada vez mais perto. A história do “Ferro” está sendo jogada mesmo é na lata de lixo, no lixo da história. Lamentável!  

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