Mais duas escolas estaduais aderem à greve em Divinópolis

 

Gisele Souto  

Mesmo em ritmo lento, a greve dos servidores da educação em Divinópolis caminha. Depois da adesão da Escola Dona Antônia Valadares, na última terça-feira, 20, mais duas escolas atenderam ao apelo do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) na quinta, 22, e na sexta, 23. A decisão foi tomada em assembleia local realizada no início da noite de quarta. 

O mesmo ocorreria ontem na Escola Padre Mathias de Lobato e a expectativa do sindicato era de que ocorressem novas adesões. A previsão de encerramento era por volta das 19h30. A paralisação deste ano em Divinópolis se assemelha à de 2017, quando apenas quatro instituições aderiram ao movimento. 

Quantidade 

Somando as três escolas, cerca de 2,5 mil alunos estão sem aula e ainda sem data para voltar. Já a quantidade de educadores é cerca de 200. A Dona Antônia Valadares, que fica na região central, é a que tem maior número: 1,5 mil alunos e aproximadamente 100 servidores. A Joaquim Nabuco, também no Centro, tem cerca de 600 alunos e 65 educadores. O menor número está na São Vicente, no bairro Niterói. Lá são 472 estudantes. A secretaria não soube precisar o total de professores.  

De acordo com o Sind-Ute, o calendário da greve agendado na última assembleia continua. Pelo menos até uma resposta positiva por parte do Governo do Estado. Em reunião ontem no sindicato, foi definida a programação da próxima semana. Além das visitas às escolas e reuniões locais, haverá uma nova assembleia em Belo Horizonte, na primeira semana de abril.   

A última  

Trabalhadores em educação vindos de várias partes do Estado lotaram o pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde desta quinta-feira, quando realizaram mais uma assembleia estadual e decidiram continuar a greve. Uma nova foi marcada para 4 de abril.  

Os educadores estão parados desde o dia 8 de março. A luta tem os seguintes eixos: o pagamento do piso salarial conforme acordo assinado entre o sindicato e o governo do Estado; fim do parcelamento dos salários e do 13º; cumprimento dos acordos assinados; e atendimento de qualidade pelo Ipsemg. 

Foi detalhada a proposta apresentada pelo Ministério Público Estadual, na segunda reunião de mediação ocorrida na quarta-feira, 21. 

As propostas foram levadas à assembleia estadual.  

Ainda dentro do calendário da greve, há atos regionais no dia 27 e 28, organizados pelas subsedes e comandos locais, e também no dia 28, ato no Dia Nacional em memória da vereadora Marielle Franco.  

 

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