Mãe

JOÃO CARLOS RAMOS 

MÃE

Giuseppe Artidoro Ghiaroni ( Paraíba do Sul 22/02/1919 - Rio de Janeiro 21/02/2008) foi o autor do famoso poema clássico sobre o Dia das Mães.

O texto se intitula: POEMA DAS MÃES. Ele se tornou um poema de cabeceira para milhões de pessoas em todo o Brasil. Declamado entre lágrimas por talentosos atores desde sua publicação, produz até hoje efeitos extraordinários na alma daqueles que amam suas mães, principalmente daqueles que as perderam.

"Mãe! eu volto a te ver na antiga sala, onde uma noite te deixei sem fala, dizendo adeus como quem vai morrer. E me viste sumir pela neblina, porque a sina das mães é esta sina: amar, cuidar, criar e depois perder. Perder o filho é como achar a morte. Perder o filho, quando grande e forte, já podia ampará-la e compensá-la.

Mas, nesse instante uma mulher bonita, sorrindo o rouba, e a velha mãe aflita, ainda se volta para abençoá-la. Assim parti e me abençoaste. Fui esquecer o bem que me ensinaste. Fui para o mundo, me deseducar. E tu ficaste num silêncio frio, olhando o leito que deixei vazio, cantando uma cantiga de ninar...". O grande poeta continua em seu show de palavras, destacando sempre o imensurável amor de mãe. Diziam os antigos: Existem apenas dois amores: de Deus no céu e o da mãe, na terra. A ciência psicanalítica nos mostra que vivemos em um corpo que é a extensão do corpo da mãe e, inclusive, estudos recentes nos provam que ela pode captar pensamentos e influenciar atitudes dos filhos inconscientemente. Temos a mãe natureza que oferece flores e frutos para bons e maus. Oferece sombras aos transeuntes e doces sons cantantes de riachos para os tristes e desconsolados. Assim também a mãe cumpre sua missão, morrendo para dar vida.

Dentre as poucas exceções que há, inúmeras deixam um legado de altruísmo e amor inigualável. A história está recheada de fatos em que triunfa sempre o amor de mãe. Já no pôr do sol da vida, idosos relembram com imensa saudade dos sábios conselhos de suas mães: "Filho, a cidade grande é pequena demais para um grande homem. Jamais esqueça do ventre de ouro que apenas te emprestou para um coração forasteiro!”.

jocarramos@gmail.com 

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