Líder do governo: "Se cassar o prefeito, tem que cassar também os 17 vereadores"

Em vídeo, Edsom Sousa apresenta justificativas do prefeito para não conceder o reajuste

Da Redação

Após Prefeitura e sindicalistas não chegarem a um acordo sobre a recomposição salarial deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e da Região Oeste (Sintram) anunciou que enviará à Câmara o pedido de cassação do mandato do prefeito Gleidson Azevedo (PSC). Segundo a entidade, o não pagamento do reajuste configura improbidade administrativa. O chefe do Executivo, no entanto, alega estar protegido pela legislação federal em vigor na pandemia, que permite o não reajuste de salários como forma de conter os impactos financeiros da pandemia nos cofres municípios.

Na noite desta quinta-feira, 29, o líder do governo na Câmara, vereador Edsom Sousa (CDN), divulgou em suas redes sociais um vídeo com seu posicionamento sobre a situação. Na publicação, o líder do governo reconhece a legislação que prevê, anualmente, a recomposição salarial no mês de março. No entrando, reforça as justificativas do Executivo.

"Esse ano, por questão de interpretação, não foi dado o gatilho", explica. "A lei do gatilho salarial dos servidores é municipal, tanto para o Poder Executivo quanto o Poder Legislativo. E este ano nenhum dos poderes, Câmara e Prefeitura, não concederam a reposição, mediante uma interpretação jurídica baseada na Lei Complementar 173".

O líder do governo cita que servidores do Legislativo e vereadores também não receberam o reajuste cobrado pelo sindicato.

"Observamos a notícia de um pedido de impeachment para o prefeito Gleidson Azevedo. E a Câmara, que também não concedeu? Baseada nesta situação, entendemos que a Câmara não irá acatar o pedido. Afinal, como aceitar uma situação que ela mesma não estaria cumprindo?", defende Edsom. 

Assim, "se for cassar o prefeito, tem que cassar também os 17 vereadores", argumenta o edil. 

Por fim, o vereador também diz reconhecer o pedido de afastamento como uma ferramenta de "democracias fortes", mas que, neste caso, a situação deve ser solucionada juridicamente, não politicamente. 

"Se tem um conflito, o caminho que eu acho que o sindicato tinha que fazer, para gente ter mais objetividade, é seguir a orientação do Procurador da Prefeitura: entrar com liminar e recorrer ao Judiciário", finaliza o líder do governo.

Confira o pronunciamento do líder do governo, Edsom Sousa:

 

 

 

 

 

 

 

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