Lata d’água na cabeça...

...lá vai Maria! Lá vai Maria! A marchinha gravada por Marlene no início dos anos 50 foi um sucesso nacional e refletia exatamente o que acontecia no Rio de Janeiro, onde por muitos anos faltou água principalmente no verão. Hoje em Divinópolis a situação não é diferente e as “marias” estão por aí pegando água onde pode para aquele banho de gato, para fazer a comida e se possível, “passar” na roupa, já que lavar é impossível. 

Também impossível... 

...é não culpar a Copasa pelo que está acontecendo. Claro que o prejuízo de quem paga pela água é muito maior, pois o desgaste mental e o desajuste doméstico, quando ela falta, é terrível. “Os donos da bola” dão informações inconsistentes, como reparação de rede, limpeza dos dutos e até a falta de um equipamento motor auxiliar. Ninguém reclama da água da Copasa e sim da falta dela. Também ninguém reclama do preço, pois ela é benéfica quando distribuída bem tratada. Ou a Copasa põe um fim a este assunto – este assunto porá um fim na Copasa. 

For falar em água... 

...Carmo do Cajuru que não tem Copasa já decretou situação de emergência. Por aqui a estatal afirma que não há risco de faltar, embora a cidade “por problemas técnicos” esteja vivendo momentos de terror. Não é a primeira vez que Cajuru toma esta medida, como acontece com outros municípios que não dependem da água da Copasa.  

Os municípios...  

...que têm o seu departamento próprio de distribuição e de coleta de esgoto não têm recursos e nem meios de conseguí-los via financiamentos bancários. Daí que sempre é bom fazer uma avaliação entre a prudência de se cobrar de uma empresa concessionária, com a incerteza de se cobrar do poder municipal, que no máximo poderá decretar emergência ou calamidade. Raramente terá condições de resolver um problema tão grande sem chuvas. O resto é pura demagogia, mas cobrar os investimentos isto é dever e há instâncias legais, pois existe um contrato de prestação de serviços. 

Fim do Museu? 

Sem qualquer aviso, todo o acervo do Museu foi transferido ontem para o prédio onde funciona a Biblioteca Municipal. A medida em curso é para preservação do acervo e uma futura restauração do imóvel, que está em frangalhos. De qualquer maneira, para que os amigos do velho casarão e do Museu Histórico não fiquem assustados, a secretaria de Cultura deveria ter emitido nota. 

É bom lembrar 

Que o atual museu somente não foi derrubado no primeiro governo de Galileu porque o povo foi para as ruas e literalmente impediu a peraltice do prefeito. Mesmo assim, parte dele foi derrubada para dar passagem ou entrada a um prédio erguido atrás dele. Brincadeira que só gente que não entende de cultura ou que não sabe do valor do patrimônio público pode calcular. O museu está lá, capenga, mas está. Se ninguém fizer nada, ele irá ruir. Este PB não está adivinhando nada, apenas prevenindo a população de que sua história está caindo e aos poucos ruirá por completo. Se depender dos atuais governantes, ou do prefeito, que já o quis derrubar uma vez, são favas contadas. 

Números ruins 

A notícia de que houve menos contratações do que demissões nos últimos meses no setor de confecção é péssima para Divinópolis. Um dos segmentos propulsores do desenvolvimento da cidade nos últimos anos tem sido o da moda. Divinópolis hoje é conhecida e reconhecida em todo o país como um dos principais polos de moda. Menos empregos gerados e mais empregados demitidos é uma mistura perigosa, principalmente neste difícil momento econômico/financeiro pelo qual passa o país. 

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