Kaboja nega acordo com sindicatos

Pollyanna Martins

O vereador Rodrigo Kaboja (PSD), líder do governo na Câmara, negou nesta sexta-feira, 20, que tinha um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd) referente à votação do Projeto de Lei do Executivo Municipal (PLEM) 047/2018, que dispõe sobre a reforma administrativa da Prefeitura. Em entrevista ao fim da reunião extraordinária marcada para a votação do texto, o vereador afirmou que não fez nenhum acordo com os representantes de classe no dia 9 de julho.

— Eu não tinha acordo nenhum. Eu, como líder do Executivo, realmente dei dez dias para a gente discutir [o projeto de lei]. Mas, o que estava travando e que os vereadores não concordavam era o impacto financeiro. Agora o impacto financeiro é negativo, de R$ 1897 — afirma.

Ainda de acordo com Kaboja, ele refez a base do prefeito Galileu Machado (MDB) na Câmara e venceu a oposição durante a votação do projeto. O parlamentar criticou ainda a declaração feita por Edson Sousa (MDB) logo no início da extraordinária. Durante suspensão da reunião, o emedebista chamou a imprensa em frente ao plenário e disse que os pareceres das comissões permanentes não estavam prontos e os vereadores da base estavam fazendo manobras para aprovar a proposta.

— O Edson saiu aí nervoso. É um ano eleitoral. Ele está levando as coisas pessoais dele com o Galileu e nós não vamos permitir mais. Nós temos a maioria aqui na Casa — reforça.

O vereador garantiu que a Câmara tem um corpo técnico eficiente, capaz de analisar o substitutivo do PLEM 047/2018 protocolado na quarta-feira, 18, em apenas 48 horas. O líder do governo disse também que com a reforma administrativa Galileu poderá colocar Divinópolis de volta nos trilhos do desenvolvimento.

— Era necessário fazer essa reforma [administrativa]. Com uma cidade com quase 300 mil habitantes, como você vai trabalhar com o organograma de outro prefeito, que deixou um débito de quase R$ 60 milhões para o Galileu pagar? — questiona.

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