Justiça nega pedido de liberdade de proprietários da RBH

Gisele Souto

A justiça negou nesta quinta-feira, 4, o pedido de liberdade dos envolvidos no caso da RBH Construtora. A defesa dos acusados entrou com o pedido para que os proprietários da empresa pudessem responder aos crimes aos quais são acusados, em liberdade. O Ministério Público (MP) se manifestou pelo indeferimento do pedido de liberdade provisória, o que foi atendido pelo juiz Cristiano de Oliveira Cesariano.

Na alegação, o juiz diz que existem indícios suficientes da dilapidação patrimonial dos investigados e manobras para a ocultação de patrimônio, o que torna a medida necessária e adequada para o momento.

Afirma ainda que a defesa não trouxe esclarecimento plausível de ausência de crimes dos investigados, nem apresentou qualquer justificativa para fechamento sumário da empresa, cuja a alegação de dificuldades financeiras é rasa.

Ainda segundo o magistrado, a soltura dos investigados neste momento de prosseguimento das investigações, causaria insegurança e descrédito da sociedade nas formas de combater crimes, ao se observar ainda, que os acusados sequer possuem endereço fixo na cidade.

— No entanto, a enorme prejuízo disperso no mercado imobiliário em Divinópolis, somada a alegada crise financeira pela qual passaria os investigados torna a medida incoerente. De um lado, os investigados afirmam não ter condições de apresentar valores em juízo, para pagar a fiança, de outro, eles pedem arbitramento da fiança   como medida cautelar diversa da prisão, o que torna seu argumento completamente incoerente e desprovida de credibilidade — arremata a decisão do juiz.

Prisão

A Polícia Civil (PC) apresentou os suspeitos, sexta-feira passada, 28. Eles haviam sido presos em Itajaí, Santa Catarina, depois de procurados por cerca de uma semana.

Os proprietários da empresa são acusados de dar vários golpes na cidade, ao venderem apartamentos e edifícios, sem concluir nenhuma obra.

Estima-se que o prejuízo causado pela empresa seja de aproximadamente R$ 60 milhões.

Péricles Hazana Marques Junior, sua esposa Sandra Mara de Oliveira Barros, o filho Rafael e a sobrinha estão no presídio Floramar.

Entenda o caso

As investigações mostram que são três grandes prédios, num total de 80 apartamentos, comercializados e não concluídos. Um está em fase de acabamento, outro com duas lajes e um terceiro somente na planta.  Todos estão na avenida Divino Espírito Santo e ruas próximas, mesmo endereço da empresa que está fechada. Algumas pessoas vêm pagando de forma parcelada, outras, já quitaram todo o valor do imóvel, com preços que vão de R$ 50 mil a quase R$ 1 milhão.

Além de estelionato, vão responder por outros crimes.

 

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