Jovens torturam, queimam e enterram idoso

Da Redação

Mais detalhes sobre o homicídio do idoso Luiz Antônio Emery, de 65 anos, foram revelados ontem pela Polícia Civil (PC). O corpo foi encontrado queimado e enterrado em sua residência. De acordo com a PC, o idoso foi torturado e queimado vivo. O crime aconteceu no bairro Jardim das Acácias. Um dos principais suspeitos está foragido.

Esta é a segunda vez no mês em que Divinópolis foi palco de um crime bárbaro. No dia 9, uma menina de seis anos foi assassinada. A vizinha da criança confessou a autoria.

Desaparecimento

O idoso estava desaparecido desde o dia 15. Familiares da vítima já haviam alertado a polícia, que estava investigando o sumiço.

O delegado regional, Leonardo Pio, revelou em coletiva que Luiz vivia afastado dos parentes e algumas pessoas costumavam frequentar sua casa.

Durante as tentativas de encontrar o idoso, a PC identificou dois suspeitos: M.S.A., de 18 anos, e P.H.A.M., de 19. O primeiro foi preso na última sexta-feira segue no Centro Socioeducativo, por ter pendências na justiça de quando era menor. Posteriormente, ele será encaminhado ao presídio Floramar. O segundo segue foragido.

Latrocínio

M.S.A. estava hospedado na casa de Luiz. Leonardo Pio revelou que, segundo o suspeito, ele e o possível comparsa acreditavam que o idoso estava com dinheiro e algumas peças de caminhão. Os acusados teriam a intenção de roubar a vítima para comprarem bebidas.

Ainda segundo o delegado, ambos os suspeitos entraram na casa da vítima com o intuito de roubá-la. Após agredir e tortura o idoso, inclusive enforcando com uma corda, os autores teriam levado-o para o banheiro, onde atearam fogo na vítima.

— Foram usados cobertores, espumas do colchão e óleo combustível. Fecharam a porta e o deixaram queimar. Após isso, amarraram as pernas do idoso, que já estava morto, levaram o corpo para o quintal e enterraram embaixo de um pé de limão — explicou.

O acusado, que está preso, contou à polícia que ele e seu colega alteraram a cena do crime, tendo inclusive limpado o local por duas vezes.

Os suspeitos estão sendo investigados por latrocínio e fraude processual.

Bebidas

Os suspeitos teriam vendido peças de um caminhão do idoso em um ferro velho, o que rendeu R$ 73. De acordo com informações, eles queriam comprar um whisky “barato” para colocar na garrafa de uma marca cara e “ostentar”.

O delegado revelou também que o crime chamou a atenção da polícia pela barbaridade.

Mês sangrento

Ainda em agosto, a cidade foi marcada por outro assassinato brutal. A morte da menina Amanda Filgueiras Calais, de seis anos, comoveu a população, e a confissão da vizinha revoltou os divinopolitanos. A vizinha de Amanda, Sarah Maria de Araújo, 38 anos, confessou a autoria do homícidio.

De acordo com a principal suspeita, o alvo seria a mãe de Amanda que, supostamente, teria acionado o Conselho Tutelar contra ela.

Segundo a perícia, a causa da morte de Amanda foi afogamento. Antes disso, a criança também teria sido esganada.

Após ter ficado desaparecida por horas, a menina foi encontrada morta na madrugada da sexta-feira, 9, no bairro Lagoa dos Mandarins.

A vizinha está sendo investigada por homicídio qualificado com motivação fútil, pelo crime de asfixia e por fraude processual.

A pena varia entre 12 e 30 anos de prisão.

Com os dois assassinatos do fim de semana, o outro de um jovem no bairro Cidade Jardim, Divinópolis já contabiliza 34 homicídios em 2019.

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