Jovens realizaram atividades no Centro Socioeducativo

Rafael Camargos

A inclusão profissional proporciona aprendizado, independência, trabalha a autoconfiança e o senso de responsabilidade. Assim como qualquer jovem, muitos adolescentes que cumprem medidas nos centros socioeducativos do Estado também sonham com uma oportunidade no mercado de trabalho. Para qualificá-los e orientá-los nesta jornada, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), fomenta tanto o ensino formal, quanto cursos complementares e profissionalizantes, dentro e fora das unidades.

Todas as unidades de Minas possuem escolas e contam com o ensino integral, em uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SSE). Além do avanço escolar possível – a maioria dos adolescentes em internação tem média de 4 anos de defasagem escolar – as escolas oferecem atividades esportivas, oficinas de arte, cultura e lazer, regularmente.

Em Divinópolis, por exemplo, no ano de 2017, 34 adolescentes fizeram cursos profissionalizantes no Centro Socioeducativo. No mesmo ano, 237 adolescentes participaram de oficinas de cultura, orientação profissional, esportes, artesanato, entre outras e 206 participaram de oficinas de temas relacionados à saúde, como orientação de higiene, prevenção de doenças dentre outros. No total, 477 realizaram algum tipo de atividade.

 No estado 

O Governo de Minas Gerais inseriu em 2017, mais de 1.450 jovens em cursos de profissionalização. Nos últimos três anos, foram 4.564 adolescentes instruídos.  As ações são desenvolvidas de forma articulada com familiares, serviços públicos, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e instituições privadas.

A superintendente de Atendimento ao Adolescente da Suase, Giselle Ciryllo explica que os jovens têm que compreender o potencial que possuem, assumindo o protagonismo da própria vida.

— Esses jovens precisam de especial atenção e orientação. Trabalhamos para mostrar que eles têm outras opções para além da criminalidade na qual foram inseridos — observa.

Além de cursos voltados para capacitações específicas (cabeleireiro, garçom, administrativo, empreendedorismo, culinária, entre outros), dentro dos Centros Socioeducativos do Estado, eles também passam por oficinas de capacitação básica, onde recebem orientações de como elaborar um currículo e instruções de como se portar em entrevistas e no ambiente profissional.

 

 

 

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