Jovem assassinado no Jusa é o 2º no ano

Da Redação

Um rapaz de 26 anos, executado ontem pela manhã no bairro Jusa Fonseca, região Sudeste da cidade, é a segunda vítima de homicídio em 2020. Ele foi atingido enquanto caminhava em uma rua do bairro. Homens em um carro dispararam diversas vezes contra o jovem. Ele foi atingido por cinco disparos na região do tórax e um na altura do quadril. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda realizou procedimentos de ressuscitação, mas o rapaz morreu após parada cardiorrespiratória. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima tinha passagem por furto.

 Segundo caso

As execuções ocorridas em 2020 não ultrapassam a quantidade registrada no ano passado no mesmo período, quando houve quatro. A primeira ocorrência na cidade foi no dia 10 deste mês, no bairro Niterói. Um jovem de 20 anos foi alvejado dentro de um salão de beleza, enquanto aguardava para ser atendido. Ele morreu com diversos disparos na região do rosto.

Comparação

Apesar do segundo registro, pode-se dizer, segundo a Polícia Civil (PC), que a situação ainda é tranquila, caso haja comparação com 2019, visto que foi registrada a metade da quantidade daquele ano.

No ano passado foram contabilizados em Divinópolis um total de 44 assassinatos, número menor que em 2018 e 2017, quando a soma de homicídios chegou a 61 nos dois anos. Comumente, os crimes de homicídios estão associados a outros delitos, como o tráfico de drogas, conforme as polícias.

Atribuição

De acordo com o delegado regional Leonardo Pio, o bom trabalho realizado pelo delegado de Homicídios, Renato Fonseca, e equipe especializada foi determinante para esta redução. Ele aponta ainda, como fatores importantes, ações conjuntas com a PM, Poder Judiciário, Ministério Público, Sistema Prisional e Socioeducativo.

Assim como o delegado regional, o subcomandante do 23º Batalhão da PM, major Lúcio dos Santos, atribui a redução dos assassinatos em Divinópolis ao trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, no monitoramento de potenciais autores e vítimas, bem como no desencadeamento de várias operações específicas voltadas para os alvos identificados, além das diversas prisões de infratores e apreensões de armas de fogo.

Major Lúcio destaca também o papel de ações estratégicas conjuntas, elaboradas e desenvolvidas com o auxílio de outras instâncias responsáveis pela segurança pública.

— Destacamos ainda o trabalho conjunto realizado entre Polícia Militar, em especial o Comando da 7ª Região, que nos dá total apoio na implantação das estratégias, assim como Ministério Público e Polícia Civil, no somatório de esforços, por meio de uma força-tarefa — finaliza o major.

 

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