Jogo gostoso de assistir

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

 

O adversário (Austrália) não era lá estas coisas, e o Brasil tinha mesmo era a obrigação de fazer um bom resultado no amistoso de terça-feira, em Melbourne. Mas nos 4 a 0 da manhã de terça-feira, o Brasil mostrou bem mais que o esperado: jogou um futebol de qualidade. Mesmo com Tite escalando uma equipe totalmente reserva, a seleção canarinho fez uma boa apresentação, um jogo gostoso de se ver e assistir. 

E esta deve ser a tendência daqui para frente. Com o Brasil já garantido na Copa da Rússia no ano que vem, seja qual for o atleta escolhido para ir a campo, ele vai querer mostrar serviço para o comandante para não ficar fora da relação final. 

Uma boa para Tite e para o futebol brasileiro, que precisa mesmo viver novos tempos... de vitórias. 

O perigo de se contratar “medalhões” 

Muitos clubes incham suas equipes com nomes consagrados, jogadores que fizeram sucesso em outras épocas do futebol brasileiro e mundial. E nem sempre colhem o resultado que esperam. É o dirigente jogando para a torcida, sem se preocupar com as reais necessidades do clube que comanda. 

Esta é uma verdade que salta aos olhos, mas ninguém tem a coragem de colocar o dedo nas feridas. Tem muitas contratações, nos grandes clubes, que são feitas apenas para os dirigentes ficarem numa boa com a galera das arquibancadas. Na hora da bronca, sempre terão uma desculpa na ponta da língua: a culpa não é minha, contratei quem vocês pediram? 

E daí? Como fica então? Que cada clube conviva com seus próprios problemas. Mas a grande verdade é que nem sempre quantidade é sinônimo de qualidade. É melhor um único bom reforço, que chegue para acrescentar, que meia dúzia de enganadores, que só fazem aumentar a folha salarial. 

Todo dirigente que se preza deveria olhar primeiro era para as necessidades do próprio clube, em vez de ficar fazendo bonito para a galera... 

MANGUEIRAS BRASIL 

Buscando um título inédito 

Buscando imitar o Atlético, que fez da Arena Independência um alçapão, uma pressão a mais sobre seus adversários, o Flamengo estreou ontem, na partida contra a Ponte Preta pelo Campeonato Brasileiro 2017, no Ninho do Urubu (antigo estádio Luso Brasileiro), onde pretende mandar seus jogos daqui para frente. A pressão da torcida sobre os adversários será uma arma a mais que o time pretende usar para chegar ao tão sonhado título nacional. 

E para a tarde de amanhã, às 16h, a torcida rubro-negra terá a primeira oportunidade de mostrar se esta será mesmo uma verdade, ou não. O Flamengo recebe o Atlético, na grande final da Copa do Brasil Sub-20. E seja qual for o resultado da partida, o campeão dará a primeira volta olímpica do “Ninho do Urubu”. 

Como no jogo de ida, na Arena Independência, aconteceu empate em 1 tento a 1 (e na final, não há gol qualificado fora de casa), nova igualdade esta tarde leva a decisão para a disputa de pênaltis. Galo ou Urubu, um dos dois será o primeiro campeão do Ninho do Urubu.  

Mês de “pedreiras” para o Cruzeiro 

No restante do mês, até o duelo contra o Atlético, no clássico mineiro, que está marcado para o dia 2 de julho, o Cruzeiro terá uma sequência de jogos, que vão colocar à prova as qualidades do time comandado por Mano Menezes. 

Depois do duelo da noite de ontem contra o líder Corinthians,  enfrenta somente times da parte de cima da tabela até o final do mês. No próxima segunda-feira, às 20h, o adversário será o 2º colocado, Grêmio; depois encara a Ponte Preta (5ª colocada), no Moisés Lucarelli, e ainda terá pela frente o Coritiba (3º colocado), no Gigante da Pampulha.  

Serão quatro confrontos que darão a real noção do que a torcida pode esperar do Cruzeiro até o final do ano. Com resultados positivos, nesta sequência, o time ganha um fôlego a mais para brigar pelas primeiras posições. 

Caindo nas graças da China Azul 

Nem bem desembarcou em Belo Horizonte, e o meia atacante Sassá já caiu nas graças da torcida celeste. E nem precisou ir a campo. Suas palavras, na entrevista de apresentação, foram um “cala boca” nos mais críticos.  

Se vai jogar a bola que todos esperam dele serão outros quinhentos... mas, ao reconhecer que agora esta num grande clube, ele já sabe o tamanho de suas responsabilidades e o quanto será cobrado daqui para frente. Jogou, vira ídolo. Se não, Tchau! 

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