Já deu

Preto no Branco 

xoneração que não se concretizou. Um fala bem demais, o outro, “abobrinhas”. O chefe alfineta, o subordinado responde e muitas vezes “cutuca a onça com vara curta”. E assim segue essa “picuinha”, agora já pode ser chamada assim, essa disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Lá ia tudo muito bem até quando conseguiram levar a questão coronavírus sem política no meio.  Virou uma disputa pessoal que corre o risco de comprometer o coletivo em geral. O que está em jogo é vida da população brasileira, não quem se sairá melhor para emplacar um novo cargo quando essa pandemia passar. O que está faltando para estes dois senhores, principais nomes na linha de frente da Covid 19, é: profissionalismo e vergonha na cara. 

Troca 

Ao mesmo tempo em que o Governo do Estado mandou recolher respiradores em hospitais de Divinópolis para consertar e usar no hospital de campanha em Belo Horizonte, era definido por aqui que os diversos aparelhos no espaço montando no pátio da UPA não serão usados pelo pacientes afetados pelo coronavírus. Houve uma inversão. A UPA vem para fora, o hospital de campanha vai para dentro do prédio. A alegação é que a estrutura da UPA é muito melhor para este tipo de atendimento. Mas com apenas um respirador disponível? Corrijam-me se eu estiver  errada.

Vagas 

Serão 40 vagas no total. Destas, 20 são de UTI, ou seja, com respiradores. Neste caso, para possíveis agravamentos de pacientes que forem contaminados pelo vírus. Nossa torcida é para que este aparato todo não seja necessário, e ocorra como neste fim de semana e esta segunda-feira, quando havia poucos pacientes na UPA com sintomas do coronavírus. No entanto, para que isso ocorra, é fundamental o isolamento social. A população precisa se conscientizar e parar de sassaricar pelas ruas como vem fazendo nos últimos dias. Vale lembrar que as autoridades de saúde sozinhas não dão conta do combate, ao contrário, as pessoas são os atores principais.

Recolhimento 

A Polícia Militar (PM) recolheu, na última semana, respiradores estragados, que, após o conserto, serão utilizados no hospital de campanha montado no Expominas na capital mineira. Foram levados seis de Divinópolis e cinco da região. O Estado garante que os equipamentos não seriam reparados pelas unidades hospitalares nem pelas clínicas, por isso, vai utilizá-los. Bem que poderia arrumar e devolver para serem utilizados pelo SUS em suas respectivas cidades, levando em consideração que o Estado deve horrores para a Saúde de diversas cidades. Mas, no mundo,”manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Continua 

E por falar em hospital, população e coronavírus, as atuais restrições em Divinópolis seguem por tempo indeterminado. Foi o que definiu reunião do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus ontem. Medida que não agrada, especialmente, ao setor econômico, que teme uma catástrofe. E realmente é o que deve ocorrer se continuar da forma que está, principalmente porque o próprio povo afrouxou as rédeas e vem lotando as ruas das cidades nas últimas duas semanas. Infelizmente, é para se evitar uma mortandade gigantesca, outros setores serão sacrificados.

Só em junho?

E é fato que as previsões não são nada animadoras. Foi o que afirmou ontem em entrevista à Rádio Itatiaia, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Para ele, as medidas de isolamento social adotadas em Minas Gerais para contenção do coronavírus ainda não têm data para terminar. Afirmou ainda que é impossível se pensar em vida normal até junho. Até esta revelação, o governo estadual trabalhava com a possibilidade de alguma flexibilização a partir desta segunda-feira, 13. Enquanto isso, então, vida que segue do jeito que está, ou melhor, da forma que der. Isso, como todos sabem, a epidemia só vai passar quando a maior parte da população tiver contato com o vírus.

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