Isto é uma vergonha!

 

A frase (bordão) é do conhecido Boris Casoy, que a vem falando há muitos anos, quando existe um bom motivo para isso. Como este país está sendo virado pelo avesso, principalmente depois da Lava Jato, que veio acoplada ao antigo Mensalão, o apresentador não se cansa de repeti-la, não para deleite do telespectador, mas sim pelo chamado de atenção no brasileiro que tem sangue nos olhos, que teve criação de berço, que tem vergonha na cara.

Casoy é um jornalista “das antigas” que se acostumou com a verdade e nunca participou de qualquer maracutaia. Muito respeitado, sempre falou o que quis, sobre o que quis sem qualquer constrangimento. Nesta quarta-feira, 21, ele foi mais longe ao analisar o desabafo do ministro Luiz Roberto Barroso, uma pessoa de voz tranquila e aparentemente da paz. Isto é mais, muito mais do que uma vergonha e nem existe termo para definir “esta coisa”, finalizou Casoy.

Leia com atenção, o que disse o ministro Barroso sobre Gilmar Mendes: “Me deixa de fora do seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. É um absurdo, Vossa Excelência aqui fazer um comício, cheio de ofensas, grosserias. Vossa Excelência não consegue articular um argumento, fica procurando, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim. A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas”.

E prosseguiu: “Vossa Excelência, sozinho, envergonha o tribunal. É muito ruim. É muito penoso para todos nós ter que conviver com Vossa Excelência aqui. Não tem ideia, não tem patriotismo, está sempre atrás de algum interesse que não é o da Justiça. É uma coisa horrorosa, uma vergonha, um constrangimento. É muito feio isso”.
Ele está certo. São acusações gravíssimas feitas no plenário do mais importante tribunal do país. Quem assistiu ficou, para usar o termo certo e em bom português: estupefato. Não existem palavras que descrevam o teatro protagonizado pelo ministro Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso. O primeiro representando a si e seus apaniguados, louco para votar um projeto que beneficiaria alguém em particular, o que aconteceu ontem.

O outro, Ministro Barroso, falou mais em nome dos brasileiros, os mesmos que vaiam Mendes e pedem a sua renúncia pelo país e pelo mundo. Ele se transformou em outro Lula, a quem parece proteger, e se não quiser ser vaiado não pode viajar em aviões que não tenham primeira classe e nem dar “sopa” nos aeroportos pelo mundo inteiro, pois, onde houver um brasileiro, haverá um protesto, um xingamento.

Claro que isto não é bom para a Corte Suprema do País, que a cada dia vai perdendo força junto à coletividade. As pessoas que sempre tiveram o STF como o “suprassumo” da Justiça, vê aquela casa com outros olhos e com ouvidos moucos. É uma pena, mas é a realidade. O futuro está bem à frente de todos, e, ao que tudo parece, muito perigoso.

 

 

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