Isso não é uma pauta para mulheres

LAIZ SOARES 

Isso não é uma pauta para mulheres

 

Estive em uma reunião na última semana, com a Mafoane Odara, uma mulher e ativista incrível, líder em recursos humanos da América Latina no Facebook. A conversa me inspirou muito a continuar trabalhando pelas causas que acredito e pelas mudanças que quero gerar e me fez entender que lutar pela inclusão não é ajudar somente um grupo vulnerável, e sim a sociedade de forma geral.

Já batalhei diversas vezes pela inserção das mães no mercado de trabalho e, dentro disso, pela criação de creches para o desenvolvimento das crianças na primeira infância. Ver projetos de lei focados nisso aprovados, como o selo “Empresa Amiga da Maternidade”, da minha amiga Juliana Sales, vereadora mais votada de Nova Lima, me dá força para continuar firme no meu propósito. Esse projeto institui selos para as empresas privadas que instaurarem e mantiverem local e infraestrutura para construção de creches ou berçários que atendam as necessidades das mães e pais da comunidade.

Luto por isso pois sei que a primeira infância é uma fase crucial, e atividades adequadas nesse período da vida garantem o desenvolvimento de habilidades emocionais e cognitivas, que trarão resultados positivos na fase adulta. Além disso, sei dos números exorbitantes de mulheres demitidas de seus trabalhos após o fim da licença-maternidade. Não podemos cruzar os braços para essa realidade! 

 

Mas, agora, após ouvir a Mafoane, percebi a magnitude dessa causa, pois criar espaços que incluam as mulheres é uma melhoria para todos! Estamos falando da humanização dos ambientes, sobre o desenvolvimento de pessoas. Nosso papel na política é ampliar as possibilidades para que todas as pessoas se sintam incluídas tanto no mercado de trabalho como nos espaços públicos da comunidade.

A diversidade é um investimento que já mostra resultados. Segundo a Organização McKinsey & Company, empresas com equipes mais diversas alcançam resultados até 21% maiores da média do seu setor.  

Já de acordo com a Harvard Business Review, organizações que incentivam a diversidade apresentam um ambiente  com 50% menos conflitos em relação a outras empresas, e seus colaboradores são  17% mais engajados.

As diferenças são as únicas coisas que todas as pessoas têm em comum. Trabalhar pela diversidade é reconhecer as singularidades à nossa volta e incentivar a criação de uma cultura inclusiva em cada espaço da sociedade!





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