Isonomia de carga horária é engavetada

Da Redação

Além da discussão sobre o reajuste salarial dos servidores municipais, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e da Região Centro-Oeste de Minas Gerais (Sintram) enfrenta agora um novo impasse com o Poder Executivo. Segundo o sindicato, a Administração teria “engavetado” a regulamentação da legislação municipal que estabelece a isonomia de carga horária. Ainda de acordo com o Sintram, essa é uma luta de anos e uma promessa da atual gestão.

Em nota, o sindicato afirmou que o Município não havia respondido ao ofício enviado em 8 de janeiro e, desde então, aguarda agenda com o prefeito Galileu Machado (MDB) para discutir a demanda. Ainda segundo o Sintram, a reivindicação já havia recebido parecer favorável da Controladoria, da Procuradoria, da Secretaria de Administração e dos chefes imediatos dos servidores.

— Ou seja, bastava a boa vontade do prefeito Galileu Machado de enviar o projeto de lei ao Legislativo e fazer justiça a esses servidores, que têm curso superior, mas recebem salário aquém de profissionais com a mesma qualificação, numa clara desvalorização entre as categorias profissionais do serviço municipal de Divinópolis — reclama.

O sindicato revelou ainda que, desde o ano passado, a nova diretoria do Sintram vem discutindo a isonomia de carga horária com a Administração, mas, antes do início desta discussão, um grupo de profissionais, formado por sociólogos, historiadores, educadores de trânsito, bibliotecários e publicitários, já havia levado a pauta à gestão municipal. 

— A reivindicação é justa e simples: são profissionais com curso superior e que têm remuneração aquém de servidores com a mesma qualificação, muitos, inclusive, desempenham funções semelhantes — explica.

Discussão

Conforme ressaltou o sindicato, tanto o grupo de servidores quanto a diretoria do Sintram estavam cientes de que o Município não poderia conceder, no momento, a isonomia salarial devido à crise financeira e, por isso, foi proposta a isonomia de carga horária. Segundo a organização, a discussão vinha caminhando de forma positiva.

— Os profissionais tinham como certa a regulamentação da legislação municipal e foram surpreendidos, em uma conversa informal com a secretária de Administração, que a demanda não iria ser mais encaminhada — afirma.

No corredor

Segundo o vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, o possível arquivamento da proposta teria sido comunicado pela secretária de Administração, Raquel Freitas, nos corredores da Prefeitura, aos servidores que procuravam resposta sobre o andamento da demanda.

— Foi uma resposta que a secretária deu às servidoras, no corredor. Isso a gente não aceita e não concorda. O sindicato trata as demandas de uma forma respeitosa e queremos o mesmo tratamento. Vamos cobrar mais uma vez essa resposta, através de ofício, e denunciar essa desvalorização à população — enfatiza.

Outro lado

A Prefeitura informou, por meio de sua assessoria, que a Procuradoria ainda está analisando o caso.

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