Isolamento social vai quebrar Divinópolis e Prefeitura

Bob Clementino 

Que o isolamento social horizontal (todos em casa) é a melhor solução para enfrentar a pandemia do coronavírus, parece que não há dúvida, mas como se manter financeiramente? O prefeito Galileu Machado (MDB), decretou na segunda-feira, 13, até o dia 31 de dezembro, estado de calamidade pública como medida de prevenção e enfrentamento ao coronavírus. No entanto, de qualquer maneira, como a Prefeitura, que já enfrentava calamidade financeira, vai pagar salários dos servidores, os fornecedores e ainda atender às demandas sociais, urbanas e rurais da cidade?

Isolamento sem caixa  

O ideal nestes tempos de coronavírus seria que a Prefeitura tivesse caixa para bancar o isolamento social horizontal, sem receber os impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o  Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis  (ITBI) e o Imposto sobre Serviços (ISS), que não vai receber, já que o alcaide decretou que o comércio fique fechado por tempo indeterminado (pelo menos até ontem estava valendo). A Prefeitura não só não tem reservas financeiras, como está praticamente “falida”. 

Até quando? 

Com este isolamento social não é difícil perceber que vão ocorrer desemprego em massa, desabastecimento de alimentos e eventualmente até saques a supermercados, entre outros tipos de ações criminosas. Isso é previsível porque o Brasil, segundo o Banco Mundial, vai para uma severa recessão: o PIB do Brasil poderá despencar 5% em 2020.Já o Ministro da Economia, Paulo Guedes, projeta números ainda piores: 9% de queda. E isso se a pandemia acabar até o fim de junho. Mas estudo  publicado na revista "Science" nesta terça-feira, 14, por cinco cientistas da Universidade Harvard (EUA) mostra que medidas de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus podem ser necessárias até 2022, caso não surja vacina ou tratamento capazes de conter a Covid-19.

Qual é a solução?

Entendo que a atitude de Galileu Machado de decretar isolamento social horizontal sem data para acabar reflete a falta de audácia e até de imaginação, como ocorre com vários prefeitos Brasil afora, no enfrentamento da pandemia do coronavírus. A solução poderia ser o isolamento social vertical, reabrindo a economia de forma lenta e gradual até maio, aliada à distribuição de hidroxicloroquina, que deve ser usada com azitromicina, corticoide e clexane, o mais precocemente possível, quando as pessoas que voltarem à produção apresentarem os sintomas de coronavírus, como prega o médico Geraldo Abdalha, de Governador Valadares.

Isolamento social vertical  

Quando o presidente Bolsonaro defendeu a implantação do isolamento vertical, propondo, em vez de mandar todo mundo para casa, só isolar as pessoas mais vulneráveis ao novo coronavírus, muita gente não percebeu que ele também defendia o uso da hidroxicloroquina. Realmente o que levou o presidente a defender o isolamento social vertical com a volta das pessoas saudáveis ao trabalho, é que ele, orientado por infectologistas, acreditava (e ainda acredita) que as pessoas que apresentarem sintomas de coronavírus serão tratadas, com azitromicina, corticoide e clexane, o mais precocemente possível. Se possível, ainda ambulatoriamente e até em casa como orienta Geraldo Abdalla. 

Foco não é atacar o vírus

Para Geraldo Abdalla o correto é proteger as hemácias, evitar a inflamação nos pulmões resultante disso e impedir coagulação intravascular, tromboses:  “O uso tardio do hidroxicloroquina não serve para nada. Não resolve. Tampouco respiradores. Sem pulmão e sem hemácias, não faz sentido ventilar. Tem que ser no início, bem no início”, explicou. 

Abdalla não está sozinho

 A imunologista (sondada para substituir Mandetta)  Nise Yamaguchi é enfática: “Sucesso da cloroquina é maior no começo da doença”, por isso deveria ser administrada após os primeiros sintomas”, disse.

Nos EUA, mais de 700 médicos pedem uso imediato da cloroquina no início da doença para pacientes ambulatoriais com coronavírus, médicos franceses, liderados por dr. Philippe Douste-Blazy, pediram ao ministro da Saúde que disponibilize  a hidroxicloroquina em todas as farmácias de hospitais.

Cardiologista Roberto Kalil médico dos presidentes, internado no Hospital Sírio-Libanês com vírus chinês, revelou que só se salvou porque foi tratado com hidroxicloroquina mais azitromicina.

 



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