Isabella Resende entra de vez no estrelato da música sertaneja

Jorge Guimarães

O maior rodeio de Minas Gerais comemora, neste ano, seu cinquentenário. No decorrer deste tempo, muitas vozes se apresentaram no palco da Divinaexpo, que abriu as portas para aqueles determinados ao estrelato. A divinopolitana Isabella Resende, que começou sua carreira ainda nos tempos de infância, cantora desde os três anos de idade, é uma das grandes revelações deste universo que é a música sertaneja. Assim, com exclusividade, a reportagem do Agora conversou com a cantora e compositora, que mais uma vez vai marcar presença na festa.

Agora – Conte como tudo começou, suas influências, seu amor pelo rodeio, as primeiras apresentações na Divinaexpo.

Isabella – A minha influência começou com meu pai, que é violonista clássico e popular, daí eu tenho a genética musical. O amor pelo rodeio surgiu através da minha família, meu avô era tropeiro e, desde pequena, comecei a cantar Ave-Maria no rodeio, e a Divinaexpo sempre esteve presente na minha vida e se tornou mais presente depois que o Júlio, da Lucs Promoções, começou a me ajudar. Assim, a Divinaexpo é fator determinante no início da minha carreira musical.

Agora – Fale um pouco de sua história até você se mudar de Divinópolis. 

Isabella – Um dia fui até o escritório de Irajá Nogueira, eu era bem pequena, mas me lembro como se fosse ontem. Paula Fernandes estava estourada, e minha ida ao escritório dele era para pedir para cantar a “Ave-Maria” no rodeio de Carmo do Cajuru. E pelo acaso, na verdade não existe acaso, mas, como Deus planejou, o Júlio estava lá, dentro da sala dele. Eu tinha levado meu violão e aí o Júlio pediu para eu tocar uma música de Paula Fernandes. Comecei a cantar e daí surgiu Isabella Resende. Depois disso, veio a música “Cortando o trecho”, uma composição minha, que foi tema de Barretos em 2016, sendo a música mais tocada nos rodeios daquele ano. E a partir daí comecei a mostrar minha cara no cenário musical, nacionalmente falando.

Agora – O que te levou a mudar de cidade?

Isabella – Minha saída de Divinópolis foi para buscar novos horizontes mesmo e fui para onde tudo acontece, Goiânia, a capital do sertanejo, onde moro até hoje. Lá é onde se distribui sertanejo para todo o Brasil e para o mundo, acredito eu.

Agora – Como compositora você tem vários sucessos com grandes nomes da música sertaneja. Quais são eles?

Isabella – Eu tenho músicas gravadas por Felipe Araújo, Maiara & Maraisa, Michel Teló, Léo Santana, Thaeme & Thiago, Henrique & Juliano. Mas as mais em evidências são “Casal raiz” gravada por Xand Avião, que vai estar no palco da 50ª Divinaexpo, “Conselho”, gravada pela dupla Israel & Rodolffo, e “@Isa”, com Marcos & Belutti. Todas essas composições são parcerias com outros compositores.

 Agora – E como está sua carreira nos dias de hoje?

Isabella – Estou dando prioridade a compor, mas neste ano pretendo gravar alguma coisa bem a minha cara, bem eu, até mesmo para alimentar este meu lado cantora, que é o predominante em mim. Quando eu subo em um palco, esqueço do mundo, é um mundo paralelo, eu nunca vou deixar de cantar.

Agora – Você vai participar da 50ª Divinaexpo?

Isabella – A minha presença está mais que confirmada do que o próprio rodeio. Eu não falho, Divinaexpo é família, é o lugar onde comecei e minha gratidão pela festa é a maior do mundo. E é claro que não podia deixar de prestigiar os 50 anos do que é para mim é o maior rodeio completo do Brasil.             

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