Inverno mineiro

 

Wagner Penna

INVERNO MINEIRO

 Repetindo o ciclo anual de lançamentos de inverno em pronta-entrega (o lojista vai ao showroom, escolhe, compra e leva na hora o que comprou), no polo de moda de Beagá, as vendas das coleções só ganharam impulso após o carnaval ‒ mesmo sem a folia oficial neste ano.

 O fato é que as lojistas baixaram na cidade nas duas últimas semanas, levando alegria para as confecções e um ajuda substancial no seus caixas – compensando um pouco as perdas que a pandemia vem trazendo ao setor.

 Contribuíram para isso o fato de a capital mineira não estar com restrições severas em razão da covid-19 nesse período e a necessidade de o comércio fashion fazer sua mercadoria girar. 

 Nesse ponto, entra uma constatação significativa: é verdade que as vendas pelo e-commerce cresceram durante a pandemia, mas o presencial ainda continua muito forte nas vendas da produção para os lojistas. 

 E mais: as coleções mais enxutas e bem comerciais darão o tom da roupa que estará nas ruas na próxima temporada de frio. E com preços que não aumentaram tanto quanto se imaginava. Amém!

VAIVÉM

  • A Semana de Moda de Paris encerrou o calendário do outono-inverno 21/22 no hemisfério norte. Tudo virtual e muito criativo. As marcas desfiladas em Milão foram as melhores em termos fashion. Quanto ao acerto no formato das propostas (vídeos & filmes), houve um empate criativo entre Nova York, Londres, Milão e Paris.

 

  • Escolhida como a cor do ano, o amarelo continua pontuando a maioria das coleções invernais – embora a escolha daquele tom vibrante tivesse sido feita para o verão passado. Para quem é adepto das teorias esotéricas, vale também lembrar que no calendário chinês é o ano do boi, também remetendo ao amarelo. Mas a força por lá, vem do vermelho – pura energia.

 

  • PONTO FINAL. O deslocamento do poderio fashion verde-amarelo é algo cíclico – e mais uma vez está em curso. O índice de confecções mais poderosas do país aponta para sul, mais precisamente Paraná e Santa Catarina, que abrigam os grupos da cadeia têxtil que mais cresceram nos últimos 10 anos. Com exceção de São Paulo, claro.

 

 

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