Intimidações

Preto no Branco - Intimidações 

A exemplo do que acontece no país, está cada dia mais difícil exercer a profissão de jornalista. A luta é árdua e o profissional precisa ser perfeito – privilégio que só Jesus teve e tem. Um mínimo de escorregão, mesmo tentando acertar e levar informação de qualidade às pessoas,  céu e terra vêm a baixo. Mas falo do jornalismo sério, que não faz nada mais do que informar e lutar para levar um pouco de esperança a quem está perdendo dia após dia. Neste contexto chato de não aceitar críticas, estão alguns assessores de imprensa que deixam a desejar nas suas atribuições, principalmente no quesito orientação e na tentativa de remendar alguma situação que não os agrada são mal educados e até intimidadores. Só para lembrar, tanto para o assessor quanto para o político que ele representa, veículos de comunicação não são divulgadores ou multiplicadores de atos de gabinetes, isso é função de assessoria. Aos profissionais da imprensa cabe avaliar se o assunto de alguma forma interessa ao povo e transformá-lo em pauta. Mas é função do profissional da imprensa, sim, emitir opinião e criticar, seja quem for, quando este passa do ponto, comete algo inaceitável e se acha dono da verdade. Fica a dica.

Aberrações 

E é cada coisa que a gente escuta no dia a dia dos nossos representantes que vem aquele pensamento na nossa cabeça: “Ouvido tinha que ser é debaixo do braço”! Quando viesse uma asneira, bastava abafar. Mas como infelizmente não é, resta ouvir e analisar. Faço isso há muito tempo, este PB só veio a calhar quando foi me dada a oportunidade de escrevê-lo de forma definitiva. Li na última semana um post do promotor de Justiça, Gilberto Osório que me representa demais: “Aplaudir político por fazer obra com dinheiro público é o mesmo que bater palmas para o caixa eletrônico por entregar o teu próprio dinheiro”. Exatamente isso. É muito "puxa-saquismo" de boa parte e desconhecimento total da maioria. Ora bolas! O salário que eles recebem, altíssimo, diga-se passagem, e o dinheiro das obras ou qualquer investimento anunciado é do povo. É ele que, muitas vezes, trabalha 24 horas ininterruptas para pagar os impostos mais altos do mundo justamente para isso. Não tem dinheiro de fulano, ciclano ou beltrano, é nosso! Falta só o brasileiro entender que quem paga caro tem que exigir eficiência. 

Manifestações 

As demonstrações de apoio programadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para hoje, feriado da Independência, são aplaudidas por militares, em sua boa parte. Porém não são bem avaliadas pelas instituições militares. Pelo menos nos quartéis, o entendimento é de que o Brasil precisa urgentemente é de uma trégua na crise entre os Poderes. É o que diz o deputado Coronel Armando (PSL-SC), da reserva do Exército. Ele disse ao jornal Correio Braziliense e não esconde a preocupação de que as manifestações bolsonaristas sejam marcadas por atos violentos de pessoas infiltradas. Na verdade, não é só ele que pensa desta forma e teme o que possa acontecer, mas muita gente país afora. Afinal, onde não há união e parceria entre os comandos responsáveis pelo bem-estar da população, as consequências podem ser catastróficas. 

Interdições 

Os atos programados para amanhã em Brasília e outras capitais do país, conforme o deputado, não têm recebido o apoio das Forças Armadas. E não é só isso. O que se viu nos últimos dias é o teor político que tem sido dado para as manifestações, inclusive com ameaças de invasão e depredação ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).  Além disso, as interdições de rodovias são motivo de preocupação do pessoal da segurança pública, que teme dar respaldo a protestos que sejam marcados por episódios violentos. Estas discordâncias só comprovam que o país precisa dar uma trégua na crise entre as instituições, e não reforçá-la. Ao fazer isso se contribui por atitudes nada recomendadas em um país democrático e o mais grave: coloca toda a população em risco.

Lamentações 

Foi o que restou de um dos maiores clássicos do futebol mundial: Brasil e Argentina não realizado. Show de bola mesmo só da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que impediu a afronta da equipe do país vizinho que passou por cima das recomendações do órgão em relação à prevenção do coronavírus. O que era para ser um espetáculo na partida pelas eliminatórias da Copa do Mundos se transformou em um vexame.  E essa história de a CBF criticar a Anvisa é bola fora. Sem moral e ainda errada! Me ajuda. W.O. para a Argentina? Nova data para o jogo? São perguntas que ficam no ar. 

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