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O promotor Deltan Dallagnol, um dos baluartes do combate à corrupção e integrante da operação Lava Jato, que tem à frente o juiz Sergio Moro, tem “apanhado” de todas as formas da esquerda radical. Nunca deu bola para isso e segue a sua vida escrevendo livros, dando palestras em universidades e associações sérias, além de nunca desviar a atenção dos que estão na sua mira anticorrupção. Ontem ele lançou a ideia de se criar no próximo Congresso, que será eleito agora em outubro, um bloco rígido de união contra a corrupção.

 Para Daltan... 

...nenhum dos eleitos precisa ser santo para participar, mas tem que se compromissar em seguir as 70 regras já devidamente estudadas e documentadas para que os próximos congressistas se comportem sem os comprometimentos de praxe, quando o Executivo compra votos em favor de emendas nem sempre republicanas. Os “unidos contra a corrupção” teriam que se compromissar com as boas práticas e com o tratamento correto da coisa pública. Sem dúvida é de fato um passo importante para quem estiver entrando agora na política ou quem nela já está, mostrar que quer um Brasil melhor, onde o mandatário maior não precisa ficar submisso ao Congresso, mas também não pode mandar nele como vem acontecendo desde os tempos de FHC.

 Pessimista ou otimista? 

Quando a corda começa a apertar o pescoço, a pessoa se vira como pode. Finalmente os chamados “grandes candidatos” como Alckmim, Ciro e Marina se deram conta de que o nome Bolsonaro é de fato o mais perigoso, o “cara” a ser derrotado no primeiro turno, pois se for ao segundo, ninguém lhe tira a faixa presidencial. Por essa razão, todos os seus auxiliares que faziam a propaganda contra Bolsonaro, chamando-o de fascista, homofóbico etc. estão começando a mudar o discurso.

 Agora...

 ...o negócio é outro, anda dizendo um tal de Lucio Caramori, que se intitula “redator publicitário” e que resolveu criar um guia de “Como derrotar Bolsonaro”. Somente isso dá a dimensão de como o medo do meio político com a vitória do ex-militar tomou conta de todos. Em um dos pontos, Caramori diz que é obrigatório desmistificar a figura do candidato e parar de falar que ele é isto ou aquilo, “pois o negócio é achar o que falar e que pode pegar”. E deu exemplo: por que não dizer que ele é a favor que as mulheres ganhem menos que os homens? Ora, bolas, onde nós estamos? De fato começo a acreditar que o otimismo da esquerda deu lugar ao pessimismo.

Esse pessoal...

...tem razão, pois o único político que sai às ruas, dá autógrafos, é aplaudido em aviões e carregado em aeroportos se chama Bolsonaro. Criar uma cartilha para explicar como detonar a sua candidatura já chega a ser o cúmulo do pessimismo – ou a certeza da derrota.

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