Inseticida contra dengue chega à cidade

Matheus Augusto

A Saúde batalha, anualmente, contra a proliferação do mosquito da dengue. Neste ano, Divinópolis ganhou reforço: inseticidas. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), os químicos adulticida Malathion EW44% e de larvicida Pyriproxyfen 0,5% estão sendo distribuídos, desde a última semana de janeiro, para as regiões de Minas Gerais com muita alta, alta ou média incidência do mosquito. Uma dos municípios beneficiados é Divinópolis.

Os produtos foram distribuídos pelo Ministério da Saúde.

Divinópolis

Os dados do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), feito entre os dias 6 e 10 de janeiro deste ano, apontam a cidade com alta possibilidade de infestações do mosquito, com 8,1%. Conforme o parâmetro do Ministério da Saúde, números inferiores a 1% são considerados satisfatórios; entre 1% e 3,8%, alto risco; e acima de 4%, há a possibilidade de surto da doença.

O levantamento, após a visita de quase cinco mil imóveis, também aponta que 92% dos focos da dengue estão nas residências – e o restante em lotes vagos. O índice em cada região está assim: Nordeste (10,7%); Norte (10,5%); Sudeste (8,4%); Central (7,8%); Sudoeste (6,4%); e Oeste (5,4%).

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) já registrou 23 casos suspeitos na cidade, como apresenta o boletim epidemiológico divulgado pela SES nesta terça-feira, 11. O Agora entrou em contato com a Prefeitura para saber se o material já estava em posse da Secretaria e quais regiões receberiam, prioritariamente, o produto, além de quantos pacientes foram confirmados com a doença. Porém, até o fechamento desta página, por volta das 18h30, nenhuma resposta havia chegado à redação.

Químicos

Segundo a secretaria estadual, o intuito é aprimorar o tratamento focal para cobrir áreas infestadas.

— A maneira mais eficaz de prevenir a dengue, zika e chikungunya continua sendo evitar a proliferação do mosquito transmissor dessas doenças, o Aedes aegypti. Dessa forma, eliminar a água armazenada em locais que possam servir de criadouros, como vasos de plantas, garrafas e pneus segue como a principal orientação a todos — explica.

Como conta a coordenadora estadual da Central de Ultra Baixo Volume (UBV) da SES, Regina Celia Moura, o “inseticida Malathion EW 44% atua eliminado as fêmeas do Aedes aegypti na fase adulta”. O objetivo é garantir o controle de surtos e epidemias em situação emergências. Já o larvicida pvriproxyfen 0,5% é responsável por eliminar as larvas, e é utilizado no trabalho de rotina no controle do mosquito, em sua fase larvária.

— O Ministério da Saúde reitera a necessidade do uso racional do controle químico e ressalta aos responsáveis técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que busquem, cada vez mais, incitar a realização sistemática das demais medidas de controle preconizadas (realização de visita casa a casa, resgate de imóveis pendentes, mobilização da população e mutirões de limpeza) antes de utilizar o controle químico — esclarece. 

De acordo com a secretaria, a aplicação deve ser feita em locais não trafegáveis e apenas em situações de emergência.

 

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