Inquérito sobre clínica dentária deve ser entregue à justiça hoje

 

Da Redação

A Polícia Civil deve entregar ainda hoje o inquérito sobre uma clínica dentária que fechou às portas na cidade e é acusada de receber altos valores de pacientes e não prestar os serviços. A prática de estelionato originou em diversas páginas de investigação e tem à frente, a delegada Adriene Lopes. A clínica encerrou suas atividades no fim de 2017.

De acordo com a delegada, as investigações começaram em janeiro deste ano, após o fechamento da clínica que ocorreu em dezembro, após denúncias de alguns pacientes que ao chegarem ao estabelecimento se depararam com as portas fechadas e com uma faixa, onde possuía um número de telefone e também dizia que a clínica entraria em contato com eles. Porém, segundo eles, jamais houve contato e quando ligavam no número que estava escrito na faixa, ninguém atendia.

Com isso, a delegada instaurou o inquérito, e foram feitos levantamento de onde se encontravam os proprietários da empresa, sendo identificados os três. Jamilie Jorge Dias, Lucas Firmino Azevedo e Nader Yassin Moubarec.

Os três suspeitos saíram da cidade e não deram satisfação. Algumas vítimas pedem o ressarcimento dinheiro investido em ações que correm no Juizado Especial de Divinópolis. Porém, os acusados ao compareceram as audiências.  Diante os fatos, foi pedida a prisão dos três sócios.

Encontrado

A Polícia conseguiu localizar na última sexta-feira, 23, um dos sócios Lucas Firmino Azevedo, após o mesmo se envolver em uma ocorrência na cidade de Belo Horizonte e a Polícia Militar comparecer ao local. Após consultas foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto em seu desfavor. Lucas foi detido e está preso em Belo Horizonte.

Outro sócio da empresa, Nader Yassin Moubarec, mora em São Paulo e teve seu pedido de prisão encaminhado para aquele estado, mas ainda não foi localizado.

A outra sócia, Jamilie Jorge Dias, que atualmente reside em Montes Claros, Norte do Estado, também teve seu pedido de prisão expedido, porém também ainda não foi localizada.

Os três são suspeitos de estelionato, cuja pena para o crime vai de um a cinco anos de prisão.

Somente em Minas Gerais, a clínica é mencionada em 42 ocorrências.

Segundo Adriene Lopes, as vítimas fizeram investimentos a partir de R$ 6 mil e que outros valores chegaram a R$ 15 mil. Ainda segundo a delegada, muitas destas vítimas eram pessoas idosas e que durante muito tempo guardaram esse dinheiro para investir no tratamento odontológico.

— As investigações já estão praticamente fechadas. O inquérito já possui cinco volumes. Provavelmente deve ser enviado à justiça ainda hoje — completa a delegada.

 

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