Início das convenções partidárias movimenta corrida eleitoral

Pré-candidatos à Prefeitura devem oficializar candidaturas até o fim desta semana

Da Redação

A pouco menos de duas semanas das convenções partidárias, os eleitores divinopolitanos já têm um esboço quase final dos pré-candidatos à Prefeitura. Conforme as mudanças no calendário eleitoral aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções partidárias devem ser realizadas entre 31 de agosto e 16 de setembro. Para além da oficialização da chapa de Jaime Martins (DEM) e Fabiano Tolentino (CDN), faltará apenas alguns candidatos anunciarem seus vices.

Formada, mas não anunciada

Como informou o Agora nas últimas duas semanas, Jaime Martins estava em negociações para ter Fabiano Tolentino como seu vice. Conforme apurou a reportagem, todos os detalhes entre os dois já foram definidos e a pré-candidatura da chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

Ex-deputado federal por seis mandatos, Jaime deixou o governo de Minas no última dia 14, data em que anunciou a disputa eleitoral na cidade. Ao pedir exoneração do cargo de chefe do Escritório de Representação do Governo de Minas em Brasília, ele destacou sua dedicação total a Divinópolis.

— Precisamos recuperar o tempo perdido, pensar no futuro e colocar nossa cidade de novo no seu caminho de protagonismo, liderança. E, para isso, quero construir um governo enxuto, moderno, eficiente e experiente, que converse mais de perto com as pessoas — declarou.

Jaime, que já foi presidente da Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados, defendeu na última semana intervenções viárias para melhorar a logística e o trânsito da cidade: a melhoria da entrada próxima ao parque de exposições, junto ao bairro Jardinópolis, e a construção de uma terceira faixa na subida da BR-494, após o posto da Polícia Rodoviária, além de recursos para pavimentação de bairros e soluções para o trânsito caótico de bairros populosos como São José, Planalto, Catalão e Niterói.

— Agora, com foco total na minha cidade, como pré-candidato a prefeito, estamos colhendo mais informações e propondo soluções. Essa segunda faixa, por exemplo, na subida da BR-494 sentido Oliveira, é uma demanda que eu já havia apresentado lá atrás ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas não prosperou. É preciso buscar recursos federais para mudar a qualidade de vida dos divinopolitanos e pra isso acontecer é preciso planejamento, projeto, liderança e decisão política — afirmou.

Segundo ele, Divinópolis, como cidade polo, precisa resolver problemas de fluxo interno para se tornar mais atrativa a empresas e investimentos, e uma das soluções é requalificar e tornar mais seguras as saídas da cidade.

Outras opções

O atual prefeito, Galileu Machado (MDB), também já anunciou que vai tentar se reeleger, mas, até o momento, ainda não definiu vice.

O irmão do atual deputado estadual Cleitinho Azevedo (CDN), Gleidson Azevedo (PSC), deve se juntar à vereadora Janete Aparecida, do mesmo partido,  na concorrência pela Prefeitura. Outros nomes que se articulam, individualmente, são da empresária Iris Moreira e da médica Heloísa Cerri.

Quem também faz parte dos interessados em assumir a próxima administração municipal é a presidente do Solidariedade, Laiz Soares. Ela ainda não anunciou vice.

A primeira chapa anunciada é composta pelo empresário Fernando Malta (PSL) e o ex-vereador Sargento Elton (Patriota). 

A empresária Iris Moreira afirmou à reportagem o intuito de oficializar sua pré-candidatura até 25 de agosto, ou seja, hoje. O vice será José Elisio Batista, que ocupou cargos de chefia em pastas ligadas ao desenvolvimento econômico e sustentável em Divinópolis.

Will Bueno (PP) também já confirmou que vai disputar o cargo de prefeito em novembro, mas também ainda não oficializou seu vice.

Dados

Em Divinópolis, há duas zonas eleitorais (102ª e 103ª), com 510 seções, distribuídas em 77 locais de votação. Para 2020, informou a Justiça Eleitoral, 164.833 divinopolitanos estão aptos a votar. Apesar de não haver estatísticas atualizadas deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatou a existência de 22.588 títulos cancelados na cidade. Os motivos variam desde três eleições consecutivas sem votar e justificar até a morte do eleitor.

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