Informação liberta

Coluna Editorial

Alguém precisa avisar aos eleitos que a campanha acabou. Precisa informar que existe uma cidade para administrar e um povo ansioso por medidas que resultem em saúde, educação de qualidade, infraestrutura,e desenvolvimento. Alguém precisa avisar para os políticos eleitos aqui que Divinópolis precisa apenas de gestão e que transparência também faz de uma administração. É preciso lembrá-los ainda que vídeos, palavras bonitas e discursos inflamados não fazem “verão”. É preciso mais do que isso para que a cidade volte a ser um dia a princesinha do Oeste e para vencer esta pandemia que mata mais gente a cada dia. É preciso avisar que dentro deste pacote de gestão está incluída a imprensa, que nada mais é do que o quarto poder não instituído. Sim! A imprensa é primordial para o desenvolvimento de qualquer cidade, de qualquer estado, de qualquer país. 

É como disse Dilma Rousseff certa vez: “O governo deve sempre informar, enfrentar o contraditório, responder as cobranças e as demandas da sociedade”. Mais uma vez, sim! A democracia é feita de diferenças e de respeito a essas diferenças. De nada adianta ir para as redes sociais, pregar que é contra a corrupção, contra o sistema, quando na verdade informações cruciais são “reduzidas” sob o pretexto de “respeito às famílias”. Para que fique um pouco mais claro para o nobre leitor, a imprensa foi informada ontem pela Comunicação da Prefeitura de Divinópolis que “as informações sobre as mortes e casos [da Covid-19] serão reduzidas”. 

A sensação que dá é que esse “filme” já passou em algum lugar antes, quando a imprensa nacional teve que se unir e montar um consórcio para apurar as informações relacionadas à pandemia. A sensação que se tem é a falta de rumo e em meio a tudo isso está um povo, em frangalhos, sem saber o que esperar das próximas horas, do próximo dia. A sensação (até em nível nacional) é que quando não sabem o que estão fazendo, gravam um vídeo ou twitam algo para “distrair” a população, e seguir, sem falar do que ela quer e tem direito de saber. O boato que corre nos bastidores é que falta rumo, direção e isso chega a ser desesperador, pois são milhares de eleitores, uma população inteira nas mãos de representantes que acham que sabem muito e sempre são donos da razão. 

Diante a postura adotada pelo Município sobre as informações da pandemia, fica a pergunta: a ordem de reduzir dos dados vem da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa)? E por quê?  Se for, é no mínimo incoerente, não? Pois o governo grita aos quatros cantos que é transparente e respeita a população. E o mesmo governo “reduz” as informações para a imprensa. Ou está faltando comunicação entre as secretarias e seus chefes? A base de um governo que promete e está sendo diferente não pode ser o autoritarismo, más respostas e gritos. Alguém precisa avisar que essas atitudes  não fazem gestão, vídeos idem, mas compromisso, trabalho sério, transparência e informação, isso, sim, faz a diferença. De nada adianta nada disso quando informações primordiais são negadas. Alguém precisa avisar que o conhecimento liberta! 

 

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