Inflação faz disparar preços de alimentação e bebidas

 

No primeiro trimestre deste ano, o consumidor já sentiu no bolso a alta em setores da economia. A disparada dos preços dos hortifrutis, e principalmente do feijão, devido às condições climáticas, acendeu o alerta de uma alta da inflação ao término do mês de março. Juntam-se a estes gastos os aumentos dos combustíveis, que também influenciaram em aumentos cascatas nos mais diversos itens da economia.

Inflação

Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, foi de 0,75% em março e ficou 0,32 ponto percentual acima da taxa de fevereiro, que foi de 0,43%. Esta foi a maior taxa para o terceiro mês do ano desde 2015, quando foi registrada 1,32% no mesmo mês. A variação acumulada no ano foi de 1,51%, já o acumulado dos últimos 12 meses foi para 4,58%, contra os 3,89% nos 12 meses anteriores. Em março do ano passado, a taxa foi de 0,09%.

Vilões

O grupo alimentação e bebidas se destacou com o maior impacto, 0,34%, e a segunda maior variação, 1,37%, dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados. Os itens que sobressaíram foram o tomate, 31,84%, a batata, 21,11%, o feijão carioquinha, com 12,93%, e as frutas, 4,26%.

Preços

Em um supermercado, o preço do quilo do tomate era de R$ 6,99, e a batata inglesa era comercializada a R$ 4,49. Já o feijão carioquinha, o mais utilizado pelo consumidor, era vendido entre R$ 2,59 e R$ 7,98, conforme a qualidade e marca.

— A minha sorte é que me mudei para o sítio. Lá planto a maioria das verduras e legumes que consumo. E, de quebra, ainda trago para minha filha. Aqui só compro o que não cultivo, principalmente muitos itens de frutas. Mas o grosso mesmo vem das minhas hortas — falou, entusiasmada, a aposentada Isa Souza.

 

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