Inflação deve ficar em 0,09% em julho

 

Jorge Guimarães

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação, subiu 0,09% em julho após registrar 0,06% no mês anterior. A queda nos preços dos combustíveis voltou a pressionar o índice para baixo, mesmo com os aumentos das passagens aéreas e da energia elétrica. No ano, a prévia da inflação acumula alta de 2,42% e, em 12 meses, de 3,27%, conforme pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os transportes foram responsáveis pelos principais impactos, como o preço da gasolina, com queda de 2,79%. Os demais combustíveis também tiveram recuo nos preços em julho, com o etanol a -4,55%, o óleo diesel a -1,59% .

Contramão

Até o mês de junho passado, quando foi registrada a menor inflação do ano (0,01%), os itens da alimentação e transporte sempre foram os que brecaram a inflação e vêm fazem este papel de fundamental importância desde dezembro do ano passado. E, neste mês de julho, somente o transporte é que barrou um crescimento maior do índice inflacionário.

Preços

E, falando no grupo alimentação, ele teve ligeira alta de preços, 0,03%. A batata, com aumento de 8,3%, e a cebola, com 12,81%, foram os itens dos hortifrútis que mais subiram em julho, contribuindo negativamente no IPCA de julho.

Do lado oposto, o feijão carioquinha foi destaque, caindo 12,47% e registrando a quarta queda de preços seguida. As frutas, com redução de 1,22%, e o leite longa vida, com –0,96%, foram os que também tiveram deflação no mês de julho.     

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