Inflação de junho é a menor do ano

 

Jorge Guimarães

Pelo terceiro mês seguido, os itens da alimentação e transporte são os índices que brecaram a inflação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outro levantamento do IBGE aponta que, no mês de junho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 236 milhões de toneladas, número 4,2% superior à safra de 2018. O que indica uma estabilização em determinados itens de primeira necessidade para o consumidor brasileiro.

IPCA 

Assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,01% em junho, a menor taxa para 2019, segundo dados publicados nesta quarta-feira pelo IBGE. O índice acumula alta de 2,23% no ano e de 3,37% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para 2019.

Transportes e alimentos

A inflação menor foi puxada pelos preços dos transportes e dos alimentos, que caíram 0,31% e 0,25%, respectivamente, em comparação com maio. Na questão dos transportes, a queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina, que recuou 2,04%, foi um dos fatores. Já no caso dos alimentos, o que ajudou a equacionar a redução foi a queda nos preços das frutas e do feijão carioca. Mas nem tudo são flores, pois o consumidor também teve altas de 5,25% no tomate e de 0,47% nas carnes. No total do primeiro semestre, os preços dos alimentos acumulam crescimento de 2,89%.

A maior oferta e a redução no consumo de frutas e hortaliças no inverno ajudam a explicar a deflação dos alimentos no mês, como destaca o gerente de Índice de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves.

— Dependendo do tipo de fruta, as pessoas acabam consumindo menos nesta época do ano. A laranja também está com uma safra boa, por exemplo, então leva a uma baixa nos preços — explica o gerente.

Preços

Em uma loja de supermercados na cidade, na data de ontem, os preços das frutas estavam estáveis em relação ao mês anterior. O pedaço da melancia era vendido a R$ 1,39; a mexerica ponkan a R$ 1,99; e a maçã fugi era comercializada a R$ 2,99. A laranja rio saía por R$ 1,79, o limão Taiti a R$ 2,99, mesmo preço do melão amarelo inteiro, e a pêra argentina era vendida a R$ 4,99. Já a banana prata saía a R$ 2,49 e a maçã a R$ 1,99. O feijão carioquinha, que tempos atrás chegava a R$ 13, era comercializado entre R$ 3,69 e R$ 4,99, variando de acordo com a marca e qualidade.                                                                                      

Safra

Outra boa notícia também foi divulgada pelo IBGE. Em junho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 236 milhões de toneladas, 4,2% superior à safra de 2018, que foi mais 9,5 milhões de toneladas e 0,6% acima da divulgada em maio, que tinha como estimativa mais 1,3 milhão de toneladas.

E, mantendo a alta de 4,2% na safra de grãos, o consumidor pode ficar esperançoso no que diz respeito ao não aumento abusivo de certos itens, principalmente no caso do arroz e feijão.

 

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