Indústria fecha no vermelho e aposta em 2020 de recuperação

Pablo Santos

 

A indústria mineira fecha o ano com queda, mas com sinais de recuperação. A afirmação é de um estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que aponta uma continuidade do processo de recuperação do mercado de trabalho e novos cortes da taxa básica de juros.

Neste ano, a projeção é queda na produção de 4,96% e no Produto Interno Bruto (PIB) de 1,24%. A produção física da indústria de transformação deverá ter aumento de 1,55%, já a indústria extrativa, queda de cerca de 25%.

— Influenciada pelos efeitos da paralisação parcial da atividade minerária no estado após o rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro — destacou o estudo da Fiemg.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, disse estar otimista para 2020.

— O Brasil vai crescer, no próximo ano, acima de 3%, mais do que as projeções atuais, e Minas também vai ter um crescimento mais vigoroso — afirmou.

Em sua opinião, as mudanças no ambiente regulatório, as alterações na legislação, a redução na taxa de juros e a volta da atividade minerária vão permitir um maior crescimento da economia.

Ainda de acordo com o estudo, são esperadas a continuidade do processo de recuperação do mercado de trabalho e novos cortes da taxa básica de juros, assim como a melhora da percepção de confiança de empresários e consumidores.

O PIB brasileiro e mineiro tende a registrar crescimentos de 2,2% e 2,34%, respectivamente.

 

Primeiro

O primeiro semestre registrou fraco desempenho na economia brasileira. Conforme a Fiemg, o cenário apresentava elevada ociosidade na indústria e no setor de serviços, o mercado de trabalho estava em recuperação, além do rompimento da barragem de rejeitos de minério em Brumadinho, que impactou negativamente os indicadores.

No entanto, o segundo semestre mostrou uma leve recuperação da atividade econômica, impulsionada pela aprovação da reforma da Previdência, expectativas de inflação abaixo da meta do Banco Central (BC), queda da taxa de juros e aumento do consumo das famílias, com a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a retomada gradual da indústria extrativa.

 

 

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